Intestino em chamas?


Olá, meu nome é Giovanna Pimpão (apelido: Gi). Serei a responsável pela coluna de Saúde neste blog. Pretendo manter esta coluna atualizada semanalmente e em caso de uma notícia/matéria muito importante postarei fora do prazo combinado. Meu objetivo é mantê-los sempre informados sobre a área da Medicina e Cuidados com a Saúde através de reportagens, textos, fotos, vídeos e links. Espero que gostem. E para não “passar em branco” comecemos com um pouco do que virá daí em diante:

Se um único andar de um edifício pega fogo e os bombeiros não são chamados, há o risco de o prédio inteiro ser consumido pelo incêndio. Guardadas as proporções, a história não é tão diferente dentro do corpo humano, sobretudo quando o intestino é o foco das labaredas. Quando o intestino vive refém de inflamações, o fogaréu pode se alastrar e comprometer outras redondezas do organismo — dos olhos às articulações.

Já foram identificados diversos genes ligados às doenças intestinais, mas é provável que o estilo de vida favoreça sua erupção e as crises. “Apesar de ainda não conhecermos os mecanismos exatos, o estresse, o tabagismo e a dieta desbalanceada podem influenciar os sintomas e a gravidade do quadro”, aponta Moss.

As estimativas mostram que essas enfermidades são muito mais comuns no Ocidente — e, ao que tudo indica, os hábitos deste lado do globo pesam a favor de novos casos. Além disso, corre a hipótese de que a adoção de medidas de higiene e de extermínio de micro-organismos — desinfetantes, vacinas e por aí vai — repercuta negativamente no corpo de pessoas com propensão a tais doenças. Sem vírus e bactérias para enfrentar, o sistema imune delas passa a descontar na flora intestinal. E aí nasce o incêndio.

Como já adiantamos, um intestino em chamas representa ameaça a outros cantos do corpo. “Tanto a doença de Crohn quanto a retocolite podem ocasionar manifestações fora desse órgão”, afirma a cirurgiã do aparelho digestivo Angelita Habr-Gama, professora da Universidade de São Paulo e médica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista. E, por incrível que pareça, às vezes um sinal na periferia aparece antes mesmo do rebuliço dentro da barriga.

As doenças inflamatórias não poupam os olhos, o fígado nem os rins. Até cálculo renal elas patrocinam! “Nessas condições, há muita perda de líquido por causa das diarreias e um aumento na absorção de oxalato, substância que, na urina, pode se transformar em cristal”, explica o nefrologista Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. O estado nutricional também é abatido. “Dependendo da região do intestino afetada, temos um prejuízo na absorção de vitaminas e outros nutrientes”, observa o gastroenterologista Renato Duffles Martins, também da Unifesp. São razões de sobra para procurar um especialista se houver suspeita de um dos males.

Para fecharmos o diagnóstico, recorremos a exames de imagem, de sangue e métodos como a colonoscopia”, informa Dídia. Detectado o martírio, a ciência dispõe de meios cada vez mais eficazes para controlá-lo (veja o quadro abaixo). “É difícil falar na cura dessas doenças, mas estamos aprendendo melhor o papel da flora intestinal e como suas alterações repercutem no processo inflamatório”, avalia Alan Moss. Aliado ao tratamento e ao acompanhamento médico, o estilo de vida pode intensificar o socorro ao intestino — daí a recomendação de seguir um cardápio equilibrado, praticar atividade física, aliviar o estresse e não fumar.

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Publicado em 22/03/2011, em Saúde. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Ótima coluna,você está indo no caminho certo…você vai ser uma ótima médica..abraços! ^^

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