Lixo Extraordinário – Grupo 3


Durante as aulas de sociologia, pudemos assistir a um dos melhores documentários indicados ao oscar em 2011. Lixo Extraordinário filmado entre agosto de 2007 e maio de 2009. O filme retrata o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim
Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro.

Em seu projeto, fotografou um grupo de catadores de materiais recicláveis, com o objetivo inicial de retratá-los. No entanto, o trabalho com esses personagens revelou a dignidade e ao mesmo tempo o desespero que enfrentam em suas vidas fora do lixão. A produção no final, afirma que há transformação através da arte e da alquimia do espírito humano.

Vik Muniz em alguns momentos entra em crise com relação a sua produção e chega até a conflitar com a equipe, pois alguns dos catatores que participavam da produção queriam até trabalhar para ele, mesmo ganhando menos. Nesse momento Vik percebe a mudança temporal e repentina que ele fez na vida dos catadores e toma a difícil decisão de seguir com o projeto.

Após as obras terem ficado prontas, Vik levou-as para serem leiloadas e consegui uma excelente quantia em dinheiro que foi revertida em benefícios para ACAMJG (Associação de Catadores do Jardim Gramacho).

O filme indiretamente faz com que cada indivíduo pense no conceito de cidadania. Os direitos socias que os catadores tem não são os mesmos que o de um advogado, médico e outros profissionais. Cada catador vive a verdadeira desigualdade social porque, trabalham reciclando o lixo da alta, média e baixa burguesia. Eles ficam com as sobras da “sociedade”. A questão é que os catadores não são vistos pela sociedade como cidadãos mas, como animais que gostam de sobras. Embora essa questão seja muito forte e triste, são poucos os verdadeiros cidadãos que se preocupam com a sociedade em que vivem.

Lixo extraordinário pode ser definido com a seguinte ideia: o lixo é tão extraordinário, desconhecido e inovador que a apartir dele, só os catadores sabem extrair a arte. Vik Muniz deixa bem claro que a arte transforma a vida de uma pessoa. A arte é a oportunidade da vida de mostrar que não somos os artistas, mas sim a obra prima registrada do que é ser cidadão.

Fonte:

http://www.lixoextraordinario.net/

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Publicado em 07/04/2011, em Sociologia e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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