Atualidades no campo médico


Incor faz centésimo transplante de coração em crianças

O Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas alcançou no fim de semana passado a simbólica marca do centésimo transplante cardíaco pediátrico realizado pela instituição. O paciente é o carioca Lucas Coelho da Costa, de 12 anos, que sofre de insuficiência cardíaca provocada por uma doença genética, a cardiomiopatia restritiva, que enrijece o músculo e impede que o sangue seja bombeado para o corpo em quantidade suficiente.

JB Neto/AE
JB Neto/AE
Doação. Rodrigo Marques recebeu um novo coração aos 4 anos

 “É um momento histórico, porque o programa de transplante cardíaco infantil do Incor completa 20 anos e porque sabemos da dificuldade de fazer transplante em crianças”, diz a professora Estela Azeka, cardiologista da Unidade Clínica de Cardiologia Pediátrica e Cardiopatias Congênitas do Adulto, que acompanhou todos os transplantados.

Além de a cirurgia em criança ser mais delicada, outra dificuldade é conseguir doador. Levantamento do qual Estela participou, entre 1996 e 1997, mostrou que para cada mil potenciais doadores adultos havia apenas cem infantis. A proporção desigual se manteve na década seguinte (1997-2007) – 150 crianças para mais de mil potenciais doadores adultos. O índice de recusa da família está em cerca de 30%. “É preciso uma campanha de conscientização.”

Matéria completa disponível em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110514/not_imp719097,0.php

 

Maioria dos casos de TDAH estão sem diagnóstico

A maioria das crianças e adolescentes que sofrem de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) no Brasil nunca foi diagnosticada com a doença, segundo levantamento com 5.961 mil brasileiros de 4 a 18 anos, coordenado pelo Instituto Glia. 

Trata-se do primeiro estudo epidemiológico desse porte sobre TDAH no País, que encontrou uma incidência de 4,4% para a doença. Essa e outras conclusões serão apresentadas no final deste mês no 3º Congresso Mundial de TDAH, na Alemanha. Diretor do Instituto Glia e coordenador do estudo, o médico Marco Antônio Arruda acredita que a falha no diagnóstico para TDAH, presente em 58,2% de sua amostra, é um dos achados mais importantes da pesquisa.

A médica Maria Conceição do Rosário, psiquiatra da infância e adolescência e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), lembra que o distúrbio, ao passar despercebido, traz muito sofrimento para a criança. “Ela sofre preconceito, é considerada preguiçosa, desinteressada”, afirma.

Segundo Arruda, no estudo do Glia, mesmo entre os que tiveram a doença detectada, apenas 13,35% estava sob medicação adequada. Por outro lado, uma parcela de 6,14% dos entrevistados que não apresentavam o TDAH tinham recebido um falso diagnóstico da doença – e 1,63% tomava remédios mesmo sem ter necessidade.

Matéria completa disponível em: http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/maioria-dos-casos-de-tdah-estao-sem-diagnostico/

 

Glaucoma afeta também o cérebro

MARIANA LENHARO

Os danos provocados pelo glaucoma, principal causa de cegueira irreversível no País, não se limitam aos olhos, como os médicos acreditavam até o momento. As regiões do cérebro relacionadas à visão também são afetadas pela doença, segundo uma pesquisa coordenada pelo Hospital Israelita Albert Einstein em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e com a Universidade de São Paulo (USP).

Os resultados foram apresentados no início deste mês no Encontro da Association for Research in Vision and Ophthalmology (Arvo), nos Estados Unidos, e obtidos com exclusividade pelo Jornal da Tarde. A descoberta mostra que a doença é mais complexa do que supunham os médicos e apresenta novos desafios às pesquisas de tratamento.

O oftalmologista Augusto Paranhos, um dos coordenadores do estudo, explica que à luz dos novos dados não adianta pensar, por exemplo, em estratégias de tratamento com células-tronco ou relacionadas à neuroproteção que atuem apenas no olho. “Assim, pode ser que não adiante colocar um chip na retina, ou uma célula-tronco.

Mesmo que ela se transformasse em uma célula ganglionar retiniana (que é a célula que morre quando a pessoa tem glaucoma), o tratamento não seria efetivo, pois outras porções da via óptica estariam lesadas.” 

Matéria completa disponível em: http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/glaucoma-afeta-tambem-o-cerebro/

 

Anorexia: doença das grávidas de São Paulo

LAÍS CATASSINI

A incidência de transtornos alimentares nas grávidas paulistanas é quase seis vezes maior em relação às estimativas médicas internacionais para esse tipo de distúrbio na categoria das gestantes. E, mesmo quando comparadas à população brasileira em geral, as grávidas de São Paulo apresentam desordens alimentares com muito mais frequência.

A conclusão é de um estudo da Divisão de Psicologia do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, feito com gestantes de 18 a 41 anos. As 40 mães foram acompanhadas por quatro meses, entre maio e novembro de 2010, e 17,5% delas tiveram o diagnóstico de transtorno alimentar – quando o esperado pela Organização Mundial de Saúde é que esse índice seja de 3% em gestantes.

Os distúrbios mais encontrados foram bulimia e anorexia, que juntas respondem por 10% dos quadros do HC. Para a anorexia, por exemplo, foi encontrada uma taxa de 2,5%, mais que o dobro do índice estimado pelo Ministério da Saúde para a população brasileira em geral, que é de 1%. No caso da bulimia, a prevalência maior entre as gestantes se repete: 7,5% ante 4% na população nacional.

Matéria completa disponível em: http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/anorexia-doenca-das-gravidas-de-sao-paulo/ 

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Publicado em 15/05/2011, em Saúde. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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