Unificação Italiana


       Por volta de 1815, quando o Congresso de Viena colocou a península Itálica sob a tutela da Áustria, ela estava dividida em sete Estados. Mas devido à transformações econômicas e sociais que a Europa sofreu no século XIX também atingiram o norte da península Itálica, uma região industrializada e de forte economia. Entretanto, a fragmentação da península dividia o mercado, provocando um enfraquecimento da região.

       Assim, representantes da alta burguesia defendiam a criação de um só Estado, o que originaria um mercado interno unificado. Esse proposito liberal trazia um apelo nacionalista, o que fazia outras classes aderirem à causa. Essas propostas deram origem ao risorgimento, movimento de caráter elitista e constitucionalista, liderado pelo conde Cavour, ministro do Reino do Piemonte-Sardenha.

       Então, Cavour fez um acordo com o Napoleão III, imperador da França, pelo qual a França apoiaria Piemonte contra a Áustria, e em troca receberia os condados de Savóia e de Nice. Já Piemonte ficaria com a Lobardia-Veneza, territórios austríacos.

       Com o apoio francês, a Áustria teve diversas derrotas, mas no interior da península estavam os Estados Papais, assim, a pressão de católicos franceses contrários a intervenções naquela região obrigou Napoleão a assinar a paz com os austríacos. Dessa forma, Piemonte anexou a Lombardia, mas Veneza permaneceu austríaca. Além disso, o tratado de paz estabeleceu a formação de uma confederação dos Estados italianos sob a liderança do papa, o que contrariava as intenções de Cavour.

       Porém, essa guerra repercutiu na península e, em regiões da Igreja como Parma e Toscana, a população se revoltou, querendo unir-se com Piemonte. Napoleão III concordou, mas para isso, ele recebeu Savoia e Nice.

      Enquanto isso, na região sul, o exército dos camisas vermelhas, liderados por Garibaldi, também buscavam a unificação italiana. Esse era um movimento de caráter republicano e popular. Com isso, Cavour alia-se a Garibaldi, que a frente dos camisas vermelhas, em Nápoles, põe em fuga o rei Francisco II.

       Quanto às tropas piemontesas, elas invadem os Estados Papais, que ainda não haviam sido unificados. Mas, claro, como Garibaldi era republicano, ele se opusera aos ideais de Cavour, por isso, acabou afastando-se temporariamente da vida politica. Quando o conde piemontês morreu, em 1861, Piemonte já dominava quase toda a península, então seu rei, Vitor Emanuel II declarou-se rei da Itália.

       Anos depois, começou, por outros motivos, a guerra austro-prussiana. Essa foi a chance da Itália, apoiando a Prússia, anexar Veneza, pois com as derrotas na guerra, a Áustria não pode impedir isso.

       Faltavam agora os estados papais, mas os italianos sabiam que domina-los não seria simples, pois eles recebiam apoio da poderosa França. A oportunidade veio quando os franceses se envolveram na guerra franco-prussiana e foram derrotados, deixando os italianos ocuparem Roma e os outros Estados pontifícios. A Itália estava completamente unificada.

Anúncios

Publicado em 26/05/2011, em História. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: