Mario de Andrade


Um dos criadores do  modernismo no Brasil, Mário Raul de Morais Andrade era de família rica e aristocrática. Formou-se no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde seria professor. Seu trabalho com a literatura começou bem cedo, em críticas escritas para jornais e revistas. Em 1917, publicou o primeiro livro, versos assinados com o pseudônimo Mário Sobral: “Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema”.

Na musicologia, seu “Ensaio Sobre a Música Brasileira” (1928) influenciou nossos maiores compositores contemporâneos, nomes como Heitor Villa-Lobos, Francisco Mignone, Lorenzo Fernández, Camargo Guarnieri.

Como contista, os trabalhos mais significativos de Mário de Andrade acham-se em “Belazarte” e “Contos Novos”. O primeiro livro mostra a preocupação do autor em denunciar as desigualdades sociais. O segundo se constitui de textos esparsos (reunidos em publicação póstuma), mas traz os contos mais importantes, como “Peru de Natal” e “Frederico Paciência”.

– Duas de suas obras bem marcantes foram:

Macunaíma

Macunaíma nasceu na floresta brasileira e desde pequeno já mostrava como tinha um caráter indigno. Sempre com preguiça acabou formando assim o seu slogan: ”Ai! Que preguiça!” Na necessidade de uma companhia para seus passeios pela mata ia com a mulher de seu irmão Jinguê, mas no meio do mato ele se tornava um príncipe e assim ficava toda a tarde a ter relações com sua cunhada.

Depois de pouco tempo o irmão descobriu e acabou lhe cedendo a mulher, mas Macunaíma logo se envolveu com a nova índia do irmão. E esse acaba por aceitar. Então nessas transformações em príncipe ele acabou se tornando homem. E como não tinha um bom caráter continuava a enganar a todos, até mesmo ao caipora.

Um dia, na tentativa de caçar uma veada, aprisionou o seu filhote e ela como mãe voltou. Foi nesta oportunidade que Macunaíma a matou, porém quando se aproximou viu que na verdade tratava-se de sua mãe; ele tinha sido enganado pelo Anhangá.

Assim, Macunaíma, junto com seus dois irmãos, Maanape e Jinguê, seguiram pela mata indo embora. No caminho encontrou com Ci, a mãe do mato, os dois tiveram relações e ele se tornou o Imperador do mato virgem. Os dois se amavam e tiveram um filho que logo foi abençoado para trazer muitas riquezas aos pais, principalmente a Macunaíma. Entretanto o menino adoeceu e morreu; Ci, cansada e desiludida, parte para as estrelas, o que significa a morte, mas antes deu ao esposo o muiraquitã – um talismã que lhe garantiria a felicidade.

Eles seguem uma vida no mato até que o “herói sem caráter” parte pra São Paulo porque descobriu que o muiraquitã que ganhara e tinha perdido estava com o comerciante Venceslau Pietro, um colecionador de pedras. Macunaíma vai atrás do talismã e em São Paulo conhece as chamadas máquinas. Buscava por ainda mais dinheiro e se diverte enganando os irmãos e dormindo com as mulheres da cidade. Porém as coisas com Venceslau Pietro não correram bem como ele esperava.

O comerciante era na verdade o gigante Piaimã, comedor de gente. O nosso anti-herói sofre muito na tentativa de reconquistar o presente de Ci, até que finalmente procura a macumba e lá pediu a exu que desse uma bela surra na alma do gigante, pois assim ele teria de volta o muiraquitã.

Tendo o talismã de volta, os três voltaram a Amazônia, mas lá os irmãos de Macunaíma morrem e ele acaba sendo encantado pela Iara, perdendo assim a pedra que ganhou de Ci de uma vez por todas. Assim como sua companheira, mãe do mato, cansado da vida e desiludido, ele sobe ao céus, dando origem a constelação da Ursa Maior.

Amar, verbo intransitivo

Publicado em 1927, o Idílio causou impacto. Desafiou preconceitos, inovou na técnica narrativa. Sem nenhum prêambulo, Souza Costa e Elza surgem no livro. Souza Costa é o pai de uma típica família burguesa paulista do início do século. Elza, uma alemã que tinha por profissão iniciar sexualmente os jovens. Professora de amor. Souza Costa contrata os ?serviços; de Elza ,que por todo o livro é tratada por Fräulein – senhora em alemão; com o intuito de que seu filho inicie sua vida sexual de forma limpa, asséptica, sem se -sujar- com prostitutas e aproveitadoras. Ela afirma naturalmente que é uma profissional, séria, e que não gostaria de ser tomada como aventureira. Oficialmente, Fräulein seria a professora de alemão e piano da família Souza Costa.
Carlos aparece brincando com as irmã, ainda muito -menino. Fräulein se ressente por não prender a atenção de Carlos no início, ele era muito disperso, mas gradualmente vai envolvendo-o na sua sedução. Eles tinham todas as tardes aulas de alemão e cada vez mais Carlos se esforçava para aprender -o alemão?!; e aguardava ansioso as aulas.
Fräulein, em momentos de devaneios, criticava os modos dos latinos, se sentia uma raça superior, admirava e lia incessantemente os clássicos alemães, Goethe, Schiller e Wagner. Compreendia o expressionismo mas voltava à Goethe e Schiller. A esposa de Souza Costa, vendo as intimidades do filho para com ela, resolve falar com Elza e pedir para que deixem a família. Fräulein esclarece seu propósito de forma incrivelmente natural, e após uma conversa com o marido, a mãe decide que é melhor para seu filho que ela continuasse com suas lições.
O livro é permeado de digressões. Mário de Andrade freqüentemente justifica alguns pontos (antes que o critiquem), analisa fatos, alude à psicologia, à música e até mesmo à Castro Alves e Gonçalves Dias. Mário compara a vida dos extrangeiros nos trópicos, entre Fräulein e um copeiro japonês. Mostra a dicotomia de pensamento de Fräulein entre o homem-da-vida ;prático, interessado no dinheiro do serviço; simbolizado por Bismarck – responsável pela unificação da Alemanha em 1870 à ferro e fogo e Wagner, retratando o homem-do-sonho. O homem-do-sonho representa seus desejos, suas vontades, voltar a terra natal, casar e levar uma vida normal. Mas quem vence em Fräulein é o homem-da-vida, que permite que ela continue o serviço sem se questionar.
Carlos após ter tido ;a; aula mestra, começa a viciar-se em -estudar;. Certamente a didática de Fräulein era muito boa. Era tempo para Fräulein se despedir, tendo este trabalho concluído. Ela sabia que os afastamentos eram sempre seguidos de muitos protestos e gritos. Souza Costa surpreende Carlos com Fräulein ;tudo já armado; e utiliza-se deste pretexto para separá-los. Carlos reage defende Fräulein, mas mesmo ele fica aturdido diante do argumento do pai: e se ele tivesse um filho? Ainda relutante, ele deixa-a ir.
Depois algumas semanas apático, Carlos volta a viver normal. O livro acaba mas continua. Escreve Mário de Andrade – ;E o idílio de Fräulein realmente acaba aqui. O idílio dos dois. O livro está acabado. Fim. … O idílio acabou. Porém se quiserem seguir Carlos mais um poucadinho, voltemos para a avenida Higienópolis. Eu volto.
Após se recupear, Carlos avista acidentalmente Fräulein, já em um novo trabalho, e apenas saudou-a com a cabeça. A vida continua para Carlos. Fräulein ainda iria seguir com 2 ou mais trabalhos para voltar à sua terra.

Disponível em:http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u429.jhtm

http://vestibular.brasilescola.com/resumos-de-livros/macunaima.htm

http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_996.html


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Publicado em 10/06/2011, em Português. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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