Genocídio em Ruanda


A Africa é um continente enorme, e tão grande quanto ele é a variedade de etnias diferentes. Muitas vezes, as divisões criadas pelo neocolonialismo europeu colocaram tribos rivais em um mesmo espaço territorial. E alguns casos, como o de Ruanda, etnias tentavam exterminar as outras. Em 1994, extremistas Hutus massacraram Tutsis da cidade de Ruanda, matando 800 mil pessoas em menos de  4 meses. O genocídio durou de 6 de abril até 4 de julho.

Fatos anteriores

  Ruanda é um país de colonização belga. Distinguem-se em Ruanda dois grupos étnicos : a maioria hutu e o grupo minoritário, tutsi. Com a independência de Ruanda, os tutsis assumiram o poder do país. A rivalidade entre tutsis e hutus cresceu ao longo dos anos, devido a falta de terras. A crise entre as duas etnias se aprofundou, até explodir em 1994

 

 

O genocídio

Em abril de 1994, após o assassinato do presidente Juvénal Habyarimana , em atentado ao avião em que viaja

va, o avanço da Frente Patriótica Ruandesa produziu uma série de massacres no país contra os tutsis, o que causou um deslocamento maciço da população para os campos de refugiados situados nas áreas de fronteira, em especial com o Zaire (hoje R. Democrática do Congo). Mais de 500.000 pessoas foram massacradas. Quase todas as mulheres foram estupradas. Muitos dos 5.000 meninos nascidos dessas violações foram assassinados.

As atrocidades envolveram também os religiosos. Muitos clérigos de várias denominações se posicionaram a favor de sua etnia. Padres, freiras, pastores e bispos tomaram o seu partido em ambos os lados. Pelo menos 300 clérigos e freiras foram mortos por serem tutsis ou porque estavam ajudando os tutsis. Outros, da etnia hutu, apoiaram ou até mesmo colaboraram com os matadores.

Em novembro, a ONU organizou um tribunal para julgar os culpados pelo genocídio.

Em 8 de novembro de 1994, através da resolução 955 do Conselho de Segurança da ONU, foi criado o Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR) para julgar os principais responsáveis pelo genocídio.

A Corte Penal Internacional é competente para julgar somente os crimes cometidos após a sua criação, em 1º de julho de 2002. Não é portanto competente para julgar os crimes cometidos em Ruanda, durante o genocídio.

O  primeiro-ministro do governo interino ruandês, Jean Kambanda, foi julgado culpado e condenado por genocídio pelo TPIR. 75% dos membros do governo interino foram presos. Vários ministros desse governo foram considerados culpados de participação no genocídio ou estão em fase de julgamento. Dois outros foram liberados.. Em 2011, alguns antigos chefes militares foram considerados culpados de genocídio.

Calcula-se que 800 mil tenham sido mortas no genocídio de Ruanda.

 

 

 

 

 

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Publicado em 31/08/2011, em Notícias Gerais. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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