Primeira Guerra Mundial


Em 1914, eclodiu na Europa o primeiro conflito com proporções mundiais. Chamada de Grande Guerra, nome que durou até a 2ª Guerra Mundial,  ela durou quatro anos e teve influencias diretas no futuro do mundo, tanto nos acontecimentos que acabaram gerando a 2ª Guerra quanto influenciando nos fatos da Guerra Fria. Comparada a Segunda, a Primeira Guerra não teve tantas ações militares mirabolantes, nem grandes avanços de tropas. É na “Grande Guerra de 14” que surge a União Soviética e é por causa dela que os EUA se tornaram uma superpotência.

Pré – Grande Guerra.

Quando Napoleão avançou pela Europa Central, ele não estava apenas conquistando territórios, mas divulgando ideias que brotavam na França. O Nacionalismo foi uma dessas ideias. Este Nacionalismo teve influência direta na Grande Guerra de 14. Unificação Alemã, as guerras entre a Alemanha e a França, o Neocolonialismo (também conhecido como Imperialismo) levaram a Europa a uma Pré-Guerra, surge ai primeira grande Corrida Armamentista do século XX, a Paz Armada.

Paz Armada e Estopim.

Inglaterra, Alemanha, França, Império Austro-húngaro, todos esses grandes Impérios Europeus começaram a desenvolver e acumular grandes quantidades de frotas navais e de aparelhagem militar. Essa Corrida Armamentista (que normalmente vem com seu nome próprio, Paz Armada, passa não ser confundido com o período em que os EUA e a URSS começaram a desenvolver armamentos, entre eles armamentos nucleares, durante a Guerra Fria) gerou uma tensão entre as nações inimigas.
Mas o estopim não envolveu nenhum ataque entre nenhuma das nações inimigas, mas um atentado contra Francisco Ferdinando, morto com sua esposa por um Sérvio. A Guerra explodia.  Os Austríacos declaram guerra a Sérvia. A Rússia declara guerra a Áustria. A Alemanha declara guerra a Rússia. A França declara a guerra a Alemanha e a Áustria. A guerra em si começou quando a Alemanha invadiu a Bélgica, país neutro, oque forçou a Inglaterra a entrar na guerra.

A Guerra

Inicialmente, a guerra começou na África e no Oceano Pacifico, ou seja, nas colônias europeias, envolvendo também ex-colônias europeias como a Austrália e a Nova Zelândia.
Na Europa, o inicio da Guerra foi atrapalhado pela falta de comunicação entre as tropas. A Alemanha e o Império Austro-húngaro tiveram problemas com isso, oque causou a divisão das tropas da Áustria. A Áustria movia suas tropas contra a Sérvia e contra a Rússia. Quando a Alemanha invadiu a Bélgica, a Grã-Bretanha moveu algumas tropas para a mesma, retardando o avanço Alemão. Na Batalha das Fronteiras (14 de agosto a 24 de agosto de 1914), a Alemanha obteve uma série de vitórias, até que a Rússia atacou a Prússia Oriental, forçando uma divisão de tropas alemãs. Na Batalha de Tannenberg (17 de agosto a 2 de setembro de 1914) a Alemanha venceu a Rússia, mas a divisão de tropas permitiu a França contra-atacar a Alemanha, na Primeira Batalha de Marne (setembro de 1914). Após este fato, se iniciou as guerras de trincheiras. Enquanto isso, na frente oriental, o exército alemão impunha sucessivas derrotas ao mal-treinado e muito mal-armado exército russo. Apesar disso, entretanto, não teve fôlego para conquistar a Rússia. Em 1915, a Itália, que até então se mantivera neutra, traiu a aliança que fizera com a Alemanha e entrou na guerra ao lado da Tríplice Entente. Ao mesmo tempo que foi se alastrando, o conflito tornou-se cada vez mais trágico. Novas armas, como o canhão de tiro rápido, o gás venenoso, o lança-chamas, o avião e o submarino, faziam um número crescente de vítimas. Em 1917, primeiro ano dessa nova fase, ocorreram dois fatos decisivos para o desfecho da guerra: a entrada dos Estados Unidos no conflito e a saída da Rússia. Os Estados Unidos entraram na guerra ao lado da Inglaterra e da França. Esse apoio tem uma explicação simples: os americanos tinham feitos grandes investimentos nesses países e queriam assegurar o seu retorno. Outras nações também se envolveram na guerra. Turquia e Bulgária juntaram-se à Tríplice Aliança, enquanto Japão, Portugal, Romênia, Grécia, Brasil, Canadá e Argentina colocaram-se ao lado da Entente. A saída da Rússia da guerra está relacionada
à revolução socialista ocorrida em seu território no final de 1917. A Alemanha, então, jogou sua última cartada, avançando sobre a França antes da chegado dos norte-americanos à Europa. Entretanto, os alemães foram novamente detidos na Segunda Batalha do Marne e forçados a recuar. A partir desse recuo, os países da Entente foram impondo sucessivas derrotas aos seus inimigos. A Alemanha ainda resistia quando foi sacudida por uma rebelião interna, que forçou o imperador Guilherme II a abdicar em 9 de novembro de 1918. Assumindo o poder imediatamente, o novo governo alemão substituiu a Monarquia pela República. Dois dias depois se rendeu, assinando um documento que declarava a guerra terminada.

Tratado de Versalhes
A vitória da Tríplice Entente nos conflitos da Primeira Guerra (1914 – 1918) estipulou os acordos a serem assinados pelas nações derrotadas. A Alemanha, considerada a principal culpada pelos conflitos, foi obrigada a aceitar as imposições do Tratado de Versalhes, assinado em Paris, no mês junho de 1919. Em linhas gerais, o Estado alemão perdeu parte de seus territórios, zonas de exploração mineral e seus domínios coloniais. Além disso, as outras nações da Tríplice Aliança foram alvos de punição.

A Alemanha foi obrigada a devolver a região da Alsácia-Lorena para as mãos dos franceses. Os russos tiveram que reconhecer a independência da Polônia, que ainda foi agraciada com o corredor polonês (limite territorial que dava ao país uma saída para o mar). As colônias alemãs no continente africano foram divididas entre Inglaterra, Bélgica e França. Os outros domínios na região do Pacífico foram partilhados pelo Japão e Inglaterra.

Para evitar uma possível revanche e conter a mesma corrida armamentista que possibilitou a Primeira Guerra, esse mesmo tratado forçou o desarmamento alemão. O exército alemão não mais poderia ser formado através de alistamento obrigatório e suas tropas não poderiam ultrapassar o limite de 100 mil soldados. A força militar alemã não teria nenhum tipo de artilharia pesada e uma comissão seria responsável por impedir a criação de indústrias bélicas na Alemanha.

Não bastando todas essas restrições, os vencedores impuseram uma indenização astronômica aos cofres alemães. A Alemanha deveria pagar cerca de 270 milhões de marcos-ouro aos países aliados. Além disso, outras multas foram estipuladas para o pagamento de pensões às viúvas, mutilados e órfãos. A maior parte destas indenizações estipuladas foi concedida aos franceses.

Ao contrário de assegurar a paz, o Tratado de Versalhes foi visto como a grande motivação para uma Segunda Guerra Mundial. Seu caráter visivelmente punitivo alimentou o sentimento revanchista que abriu espaço para a ascensão dos estados nazi-fascistas na Europa. Alemanha e Itália foram tomadas por tais governos que, entre outros pontos, defendiam que a soberania nacional de seus países teria sido desonrada pelas medidas humilhantes do tratado.


Consequências da Primeira Guerra

Os acordos que deveriam dar fim aos conflitos da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918) serviram para que um clima de rivalidades se agravasse ao longo do período do Entre-guerras. A imposição de multas e sanções extremamente pesadas não conseguiu fazer com que o equilíbrio político real fosse alcançado entre as potências econômicas mundiais. Grosso modo, podemos afirmar que a Primeira Guerra pavimentou as possibilidades para a ocorrência de um novo conflito internacional.

Mesmo posando ao lado dos vencedores, a Itália saiu frustrada do conflito ao não receber os ganhos materiais que esperava. Na Alemanha, onde as mais pesadas sanções do Tratado de Versalhes foram instituídas, a economia viveu em franca decadência e os índices inflacionários alcançaram valores exorbitantes. Esse contexto de declínio e degradação acabou criando chances para que Itália e Alemanha fossem dominadas por regimes marcados pelo nacionalismo extremo e a franca expansão militar.

A Sociedade das Nações, órgão internacional incumbido de manter a paz, não conseguiu cumprir seu papel. O Japão impôs um projeto expansionista que culminou com a ocupação da Manchúria. Os alemães passaram a descumprir paulatinamente as exigências impostas pelos Tratados de Versalhes e realizaram a ocupação da região da Renânia. Enquanto isso, os italianos aproveitaram da nova situação para realizar a invasão à Etiópia.

O equilíbrio almejado pelos países também foi impedido pela crise econômica que devastou o sistema capitalista no ano de 1929. Sem condições de impor seus interesses contra os alemães e italianos, as grandes nações européias passaram a ceder espaço aos interesses dos governos totalitários. Aproveitando dessa situação, os regimes de Hitler e Mussolini incentivaram a expansão de uma indústria bélica que utilizou a Guerra Civil Espanhola como “palco de ensaios” para um novo conflito mundial.

Fortalecidas nessa nova conjuntura política, Itália, Alemanha e Japão começaram a engendrar os primeiros passos de uma guerra ainda mais sangrenta e devastadora. A tão sonhada paz escoava pelo ralo das contradições de uma guerra sustentada pelas contradições impostas pelo capitalismo concorrencial. Por fim, o ano de 1939 seria o estopim de antigas disputas que não conseguiram ser superadas com o trágico saldo da Primeira Guerra.

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Publicado em 01/09/2011, em Notícias Gerais. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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