Arquivo do autor:Grupo 3

Slides da América Latina


America Latina

Anúncios

PARTIDOS EUROPEUS DE EXTREMA DIREITA VOLTAM A GANHAR FORÇA


A Diretiva do Retorno e o retorno da extrema direita

 A volta de grupos de extrema-direita, com propostas radicais de combate à imigração, em vários países europeus, reflete a ascensão da xenofobia nos moradores natais. Por motivos de revolta pela suposta perda de empregos e serviços sociais para os imigrantes, pelo não reconhecimento de uma cultura diferente ou por quaisquer outros pontos, uma grande parcela da população europeia decidiu apoiar medidas radicais e problemáticas. Uma delas é a Diretiva do Retorno (ou “Diretiva de Vergonha”, como foi apelidada), aprovada pelo Parlamento da União Europeia em 2008.

 

“A Diretiva do Retorno é uma materialização desse ódio pelo imigrante.”

A diretiva instaura leis que criminalizam o imigrante ilegal e o pune mais severamente. Desde 2010, os imigrantes pegos, inclusive menores, podem ser retidos em uma prisão especial por até 18 meses. Depois disso, devem manter-se afastados dos países da União Europeia por cinco anos.

“Por sua condição de excedente no interior do Estado que adotou, o imigrante é uma ameaça que provém do exterior. Não está autorizado a entrar em conflito com os que legitimamente pertencem ao Estado-nação. Não pode lutar pelo poder político.” A afirmação do sociólogo argelino Abdelmaleck Sayad, grande estudioso dos movimentos migratórios, define a situação à qual o imigrante se enquadra, quando no país de destino.

Nativos dos países europeus veem aqueles necessitados que chegam com a vontade de ficar como um excesso de contingente que não tem legitimidade para reivindicar o direito permanecer. Assim, também não podem fixar-se como cidadãos daquele lugar, sendo privados de serviços sociais, de saúde e de educação. Na contrapartida, muitos nativos aproveitam-se do desespero do migrante e relegam a este os serviços mais desgostosos e menos remunerados. Um mercado ilegal é formado, e não só pelo viajante ilegal.

Para aqueles que se julgam prejudicados, que sentem seus países sendo invadidos pelo vírus da pobreza e do caos, cresce um sentimento de indignação. Há uma raiva que, em muitos casos, é retroalimentada pelo poder de designar as condições mais subumanas àqueles que chegam já numa situação crítica.

A Diretiva do Retorno é uma materialização desse ódio pelo imigrante, o audaz que se desloca da sua terra e vai concorrer no mercado de trabalho com os puros europeus. A diretiva é uma norma da União Europeia que não impõe de forma direta as regras, como seria o caso de um regulamento. Porém, deve ser levada aos diversos ordenamentos jurídicos através dos processos legislativos nacionais. Diferentes países têm diferentes características e, assim, certa autonomia para a aplicação da diretiva. Mas as bases dela em si já são problemáticas.

Os pontos aprovados na Diretiva da Vergonha instauram uma caça ao imigrante. Mantê-lo preso em cárceres não especificados – ditos “especiais – e, depois, mantê-lo afastado de qualquer país da União Europeia, parece mais uma crise de histeria do que uma política equilibrada de resolver o excesso de imigração sem marginalizar o imigrante.

A medida foi aprovada por todos os países-membro do Parlamento Europeu. A posição de outros países, como os do bloco do MERCOSUL, foi crítica e contrária à aprovação. Notas de repúdio foram publicadas. Lula, em junho de 2008, disse “Não é proibindo pobre de ir para a Europa, é ajudando a desenvolver os países pobres. Por isso que falamos tanto na construção de parcerias.” Chávez, o presidente venezuelano, falou em cortar a exportação de petróleo a países que aprovassem a medida. Uma carta, antes da votação, foi entregue ao Parlamento por mais de 50 artistas, entre eles Manu Chao, pedindo que a Diretiva não fosse aprovada. Nada adiantou e nunca mais se viu notícias sobre a aplicação das novas medidas.

Tanta a diretiva quanto a ascensão de grupos e partidos de extrema direita na Europa representam um grande problema no continente: a xenofobia.

A extrema direita ganha força

Uma onda de mudanças tem passado pela Europa. Motivados pela insatisfação com as políticas de imigração, países que antes recebiam estrangeiros em grande quantidade estão agora se mostrando desagradados. A votação no ano passado, na Suécia, resultou em vagas para o partido de extrema-direita no Parlamento. A reação do primeiro-ministro, da centro-esquerda sueca, é publicamente desgostosa. Ele qualifica a extrema-direita de “xenófoba e populista”. O jornal Svenska Dagbladet publicava em suas páginas: “Um governo de centro-direita sem maioria, uma Social Democracia destroçada, e um partido com raízes no extremismo de ultradireita detendo o equilíbrio do poder.” As manifestações mostravam o estranhamento com a radical mudança no panorama político da Suécia.

Por que a população teria escolhido, então, esse partido retrógrado? Descontentamento. Parece que estão lavando as mãos quanto à democracia e abrindo brechas a políticas graves de extermínio à imigração. Na Suécia, os imigrantes já representam 14% da população, segundo dados de censos. Com 31 anos, o militante do Democratas (como se chama o partido da extrema direita sueco) Jimmie Akesson deu um rosto renovado ao partido e conquistou uma simpatia significativa entre os jovens.

Preocupados com a inserção no mercado de trabalho e com medo da concorrência com imigrantes, a população jovem votou em peso nas ideias de Jimmie. O desemprego atinge cerca de 21% de jovens com idade entre 20 e 24 anos e a crise econômica na Europa poda as perspectivas de acabar com esses dados.

Na Suécia, o partido de extrema-direita representa, agora, 5% do Parlamento. Em outros países da Europa essa representação chega a 15%. A nova face sueca surpreendeu não porque esse era um fenômeno atípico no território europeu atualmente, mas por o país ter sido sempre mais pacífico e tranqüilo com essa questão. Há uma lei recente lá, inclusive, que permite que pessoas de países vizinhos possam trabalhar em território sueco. Espera-se que a entrada das pautas racistas no Parlamento não destruam essas iniciativas.

 

Democratas, partido da extrema-direita da Suécia

Na Espanha, o partido de extrema-direita mostrou recentemente sua ideologia xenófoba e agressiva. Em campanha eleitoral no município de Igualada, um vídeo foi lançado na internet. Nas imagens, moças de mini-saia pulam corda ao som de uma música tradicional espanhola. Depois de um corte, aparecem mulheres de burka dançando ritmos árabes. Em seguida, uma frase dizendo que aquela seria a imagem de 2015 na cidade, mas que esse “pesadelo” poderia ser impedido. A população acaba acostumando-se a esse tipo de pensamento e aderindo aos argumentos da extrema-direita, que julga os imigrantes como os responsáveis por toda a criminalidade e desemprego no país.

Na Finlândia, em abril desse ano, para dar mais um exemplo, o partido nacionalista de extrema-direita Verdadeiros Finlandeses conseguiu 39 dos 200 assentos parlamentares (oito vezes mais que nas eleições de 2007). Liderado pelo populista Timo Soini, o Verdadeiros Finlandeses defendeu, na campanha, a saída da Finlândia da União Europeia e do Protocolo de Quioto e a limitação da imigração.

Disse Soini: “O mais importante é que a Finlândia não precise pagar pelos erros dos outros” e defendeu uma política economica social só para os finlandeses. Parte da população começa a concordar com esse tipo de ideias e, assim, a direcionar a solidariedade apenas para os nativos, porque eles seriam os únicos preocupados com a evolução do país. Ideias retrógradas entram na pauta do parlamento e dão indícios da perda do bom senso nos ares da política.

Na Hungria, na Constituição recém aprovada, o país se declara uma nação cristã, dando mais uma mostra de intolerância com outras religiões (asiáticos e africanos constituem grande parte dos imigrantes). Lá, a extrema-direita venceu eleições em 2010.

Essa mudança no panorama político europeu, tendo em vista os problemas com a imigração, poderia ser explicada com o pensamento do sociólogo Sayad: “Do ponto de vista político, das suas relações com o Estado, outros já vivenciaram ao longo da história e por outros meios essa exclusão que aparece como legitimada. Assim foi com os escravos – e ainda o é com os apátridas, os deportados, os refugiados. O imigrante desmascara as fragilidades da ordem nacional, expõe a arbitrariedade de seus pressupostos e encarna o perigo porque vive fora do mundo comum, do mundo nacional.”

As políticas de fechamento de fronteiras e reestruturação do que seria um Estado nacional mais puro são mal concebidas, principalmente porque a ideia de pureza já deu provas de que aflora racismos, e também mal pensadas. “As políticas européias foram todas baseadas, principalmente, no princípio de que protegendo nossas fronteiras e impedindo as pessoas de entrar não seria preciso fazer mais nada. Sempre haverá pessoas que vão entrar, e em condições bem piores do que se fosse feito de uma maneira organizada”, disse Maryse Tripier, da Universidade Paris 7-Denis Diderot e co-autora do livro Sociologia da Imigração, em entrevista.

A Organização das Nações Unidas fala em encarar a imigração como uma solução, já que é baixa taxa demográfica da Europa. Mas os estrangeiros já foram responsáveis por 89% do crescimento no continente entre 1999 e 2000 e as sociedades européias não encarnam bem essa visão positiva da ONU. Chamam de invasão a migração e esquecem que foi ela que os enriqueceu e nutriu a vanguarda modernizadora europeia.

Espera-se que a agitação por mudanças na Europa não continue conduzindo medidas e atitudes grotescas e retrógradas. E, enquanto crescem os países que aderem à histeria conservadora, analistas buscam um meio de fomentar o pacifismo e a convivência harmônica. É um desafio, mas os indícios mostram a urgência em redesenhar os rumos do respeito. O asseguramento dos direitos, não importa a que ser humano e nem de qual nacionalidade ele é, deve ficar livre interpretações restritivas e excludentes.

Fonte: http://www.revistaovies.com/artigos/2011/05/imigracoes-e-a-nova-ascensao-da-extrema-direita-europeia/

A ASCENSÃO DO NAZISMO DE HITLER


Após sua prisão devido ao comando do Putsch da Cervejaria (tentativa de golpe de Adolf Hitler e seu Partido Nazista contra o governo da região alemã da Baviera), Hitler foi considerado relativamente inofensivo e anistiado, sendo libertado da prisão em dezembro de 1924. Por este tempo, o partido nazista mal existia e Hitler necessitaria de um grande esforço para reconstrui-lo.

Nestes anos, ele fundou um grupo que mais tarde se tornaria um dos seus instrumentos fundamentais na persecução dos seus objetivos. Uma vez que o Sturmabteilung (“Tropas de choque” ou SA) de Röhm, não eram confiáveis e formavam uma base separada de poder dentro do partido, ele estabeleceu uma guarda para sua defesa pessoal, a Schutzstaffel (“Unidade de Proteção” ou SS). Esta tropa de elite em uniforme preto seria comandada por Heinrich Himmler, que se tornaria o principal executor dos seus planos relativamente à “Questão Judia” durante a Segunda Guerra Mundial.

Criou também numerosas organizações de filiação (Juventudes Hitleristas, associações de mulheres, etc.). O Partido Nazi teve em 1929 uma progressão semelhante à do partido fascista de Benito Mussolini, beneficiando-se do mal-estar econômico, político e social decorrente da derrota de 1918 e, depois, da crise de 1929.

Um elemento vital do apelo de Hitler era o sentimento de orgulho nacional ofendido pelo Tratado de Versalhes imposto ao Império Alemão pelos aliados. O Império Alemão perdeu território para a França, Polônia, Bélgica e Dinamarca, e teve de admitir a responsabilidade única pela guerra, desistir das suas colónias e da sua marinha e pagar uma grande soma em reparações de guerra, um total de $6.600.000 (32 bilhões de marcos). Uma vez que a maioria dos alemães não acreditava que o Império Alemão tivesse começado a guerra e não acreditava que havia sido derrotado, eles ressentiam-se destes termos amargamente. Apesar das tentativas iniciais do partido de ganhar votos culpando o “judaísmo internacional” por todas estas humilhações não terem sido particularmente bem sucedidas com o eleitorado, a máquina do partido aprendeu rapidamente e em breve criou propaganda mais sutil – que combinava o Antissemitismo com um ardente ataque às falhas do “sistema Weimar” (a República de Weimar) e os partidos que o suportavam. Esta estratégia começou a dar resultados.

Historiadores afirmam que uma propaganda demagógica, que explorava habilmente essas frustrações e o sentimento anti-semita generalizado da sociedade alemã da época, apresentando os judeus como bode expiatório dos problemas sociais, permitiu aos nazistas implantarem-se na classe média e entre os operários, ao mesmo tempo em que o abandono do programa social inicial lhes trazia o apoio da classe dirigente e dos meios industriais.

O ponto de virada em benefício de Hitler veio com a Grande Depressão que atingiu a Alemanha em 1930. O regime democrático estabelecido na Alemanha em 1919, a chamada República de Weimar, nunca tinha sido genuinamente aceita pelos conservadores e tinha a oposição aberta dos fascistas.

Os sociais democratas e os partidos tradicionais de centro e direita eram incapazes de lidar com o choque da depressão e estavam envolvidos no sistema de Weimar. As eleições de Setembro de 1930 foram uma vitória para o partido Nazi, que de repente se levantou da obscuridade para ganhar mais de 18% dos votos e 107 lugares no “Reichstag” (parlamento alemão), tornando-se o segundo maior partido. A sua subida foi ajudada pelo império de mídia controlado por Alfred Hugenberg, de direita.

Hitler ganhou sobretudo votos entre a classe média alemã, que tinha sido atingida pela inflação dos anos 1920 e o desemprego oriundo da grande depressão. Agricultores e veteranos de guerra foram outros grupos que apoiaram em especial os nazistas. As classes trabalhadoras urbanas, em geral, ignoraram os apelos de Hitler. As cidades de Berlim e da Bacia do Ruhr (norte da Alemanha protestante) eram-lhe particularmente hostis.

Nas eleições de julho de 1932, os nazistas tiveram o seu melhor resultado até então, obtendo 230 lugares no parlamento e tornando-se o maior partido alemão. Uma vez que nazistas e comunistas detinham a maioria do Reichstag, a formação de um governo estável de partidos do centro era impossível e no seguimento do voto de desconfiança no governo Papen, apoiado por 84% dos deputados, o parlamento recém-eleito foi dissolvido e foram convocadas novas eleições.

Papen e o Partido do Centro tentaram agora abrir negociações assegurando a participação no governo, mas Hitler fez grandes exigências, incluindo o posto de Chanceler e o acordo do presidente para poder usar poderes de emergência de acordo com o artigo 48 da Constituição de Weimar.

Uma vez que Papen falhara na sua tentativa de assegurar uma maioria através da negociação e trazer os nazistas para o governo, Hindenburg demitiu-o e nomeou para o seu lugar o General Kurt von Schleicher, há muito uma figura influente e que recentemente ocupara o cargo de Ministro da Defesa, que prometeu assegurar um governo maioritário com negociações quer com os sindicatos sociais democratas quer com os dissidentes da facção nazi liderada por Gregor Strasser.

Enquanto Schleicher procurava realizar a sua difícil missão, Papen e Alfred Hugenberg, que era também presidente do Partido Popular Nacional Alemão (DNVP), o maior partido de direita da Alemanha antes da ascensão de Hitler, conspiravam agora para convencer Hindenburg a nomear Hitler Chanceler numa coligação com o DNVP, prometendo que eles o iriam controlar. Quando Schleicher foi forçado a admitir a falha dos seus esforços, e pediu a Hindenburg para dissolver novamente o Reichstag, Hindenburg demitiu-o e colocou o plano de Papen em execução, nomeando Hitler Chanceler, Papen como Vice-Chanceler e Hugenberg como Ministro das Finanças, num gabinete que ainda incluía três Nazis – Hitler, Göring e Wilhelm Frick. A 30 de Janeiro de 1933, Adolf Hitler prestou juramento oficial como Chanceler na Câmara do Reichstag, perante o aplauso de milhares de simpatizantes nazistas.

Mas nem o próprio Hitler nem o seu partido obtiveram alguma vez uma maioria absoluta. Nas últimas eleições livres, os nazis obtiveram 33% dos votos, obtendo 196 lugares num total de 584. Mesmo nas eleições de Março de 1933, que tiveram lugar após o terror e violência terem varrido o Estado, os nazis obtiveram 44% dos votos. O partido obteve o controle de uma maioria de lugares no Reichstag através de uma coligação formal com o DNVP. No fim, os votos adicionais necessários para propugnar a lei de aprovação do governo – que deu a Hitler a autoridade ditatorial – foram assegurados pelos nazistas pela expulsão de deputados comunistas e da intimidação de ministros dos partidos do centro. Numa série de decretos que se seguiram pouco depois, outros partidos foram suprimidos e toda a oposição foi proibida. Em poucos meses, Hitler tinha adquirido o controle autoritário do país e enterrou definitivamente os últimos vestígios de democracia.

Slides: EUA – Aspectos Populacionais


CLIQUE AQUI e faça o DOWNLOAD dos Slides: EUA – Aspectos Populacionais

Slides: EUA – Aspectos Econômicos


CLIQUE AQUI e faça o DOWNLOAD dos Slides: EUA – Aspectos Econômicos

Slides: América Anglo-saxônica


 

CLIQUE AQUI e faça o DOWNLOAD dos Slides: América Anglo-saxônica

Slides Literatura Informativa – Material de Redação


CLIQUE AQUI e faça o DOWNLOAD dos Slides Literatura Informativa

Slides Humanismo – Material de Redação


CLIQUE AQUI e faça o DOWNLOAD dos Slides Humanismo

Slides Barroco – Material de Redação


CLIQUE AQUI e faça o DOWNLOAD dos Slides Barroco

Slides Arcadismo – Material de Redação


CLIQUE AQUI e faça o DOWNLOAD dos Slides Arcadismo

%d blogueiros gostam disto: