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Graça Aranha


O futuro escritor e diplomata brasileiro nasceu em São Luís do Maranhão, no dia 21 de junho de 1868, batizado então como José Pereira da Graça Aranha. Sua família era próspera e culturalmente rica, o que propiciou ao autor intenso crescimento intelectual. Ele se graduou em Direito na Faculdade de Recife, onde teve como mestre ninguém menos que o filósofo, poeta, crítico e jurista brasileiro Tobias Barreto, o que o influenciaria profundamente.

Posteriormente ele assumiu os cargos de Juiz de Direito no Rio de Janeiro, ocupando depois a mesma função na cidade de Porto do Cachoeiro, no Espírito Santo, seguindo mais tarde a carreira diplomática. Neste município ele colheu os elementos necessários para criar sua obra-prima Canaã, um raro exemplar da literatura simbolista brasileira, lançado em 1902, alcançando grande sucesso na época.

Ele foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, tornando-se titular da cadeira número 38 mesmo sem ter ainda produzido nenhuma obra, pois revelara a Machado de Assis e Joaquim Nabuco alguns trechos de seu primeiro livro, Canaã. Nela ele narra como se desenrola a existência em uma colônia de imigrantes europeus no Espírito Santo. Os protagonistas, Milkau e Lentz, representam duas visões opostas sobre a nova terra em que se encontram.

Milkau acredita que alcançou a ‘terra prometida’, ou melhor, Canaã, o paraíso oferecido por Deus ao patriarca Abraão, história presente no Antigo Testamento. Já Lentz crê na superioridade da raça ariana, alimentando um racismo e um preconceito inconcebíveis, não conseguindo se adaptar ao novo contexto. Para este personagem, os mestiços que habitam o país são preguiçosos e ociosos.

Detentor de grande prestígio nos meios intelectuais, de uma seriedade ímpar, respaldada por sua atuação na criação da Academia Brasileira de Letras, que tentava conferir à literatura a unicidade então julgada necessária, não se estranha sua adesão ao Modernismo ter causado tanto impacto naquela época. De repente, o escritor conservador transforma seus pontos de vista literários e rompe com os padrões convencionais.

Suas influências provêm de origens distintas, tanto no campo filosófico quanto na esfera cultural. Por sua atuação na diplomacia ele tem a oportunidade de percorrer diversos países da Europa, nos quais se atualiza artisticamente, entrando em contato com correntes pós-simbolistas que então despertavam no continente europeu. Assim, ao retornar para o Brasil, ele traz consigo estes novos ideais e procura inseri-los na literatura brasileira.

Em 1922, Graça Aranha participa da Semana de Arte Moderna com um discurso de apresentação no Teatro Municipal de São Paulo, empreendendo uma contundente crítica às instituições que tentavam ditar as regras estéticas, decidindo o que era de bom gosto e de bom senso. Em 1924 ele não hesita em realizar na própria Academia de Letras uma palestra, intitulada ‘O Espírito Moderno’, que marca sua ruptura definitiva, na qual afirma ser este estabelecimento um equívoco, pois não consegue absorver as mudanças. O autor morre na cidade do Rio de Janeiro, no dia 26 de janeiro de 1931.

Além de Canaã, sua criação de maior valor, ele publicou: Malazarte, de 1911; A Estética da Vida, de 1921; Espírito Moderno, de 1925; Futurismo (manifesto de Marinetti e seus companheiros), de1926; A Viagem Maravilhosa, de1929; e O Manifesto dos Mundos Sociais, de 1935.
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Skinhead – Quando a imprensa falou deles, a maioria das vezes e geralmente em casos de homicídio, crimes, violência, ódio e fascismo. Mas de onde surgiram e quem realmente são?


O conceito de espécie estudado e comprovado por Darwin acabou tendo uma aplicação a sociedade mostrando que se o homem possui apenas uma espécie essa não pode se tornar diferente nas demais culturas. O que não pode ser aplicado na espécie humana, pois diferente dos animais nós conseguimos transformar o ambiente em nosso favor e criar uma diverdidade cultura enorme. Essa questão biológica também implica no conceito de que só o mais adaptado, ágil e mais forte irá sobreviver criando um competitividade bem comum no mundo hoje. Essa teoria do Darwinismo Social apesar de ser do século XIX no mundo hoje temos acontecimentos violentos, ideológicos e políticos justificados por essa teoria afim de mostrar princípios humanitários.

De acordo com a teoria evolucionista a humanidade era composta por diversas espécies em diferentes etapas do desenvolvimento evolutivo e assim casa sociedade seria inserida em uma forma contínua que ia da mias atrasada a mais evoluída. Assim criaram a idéia de sociedades primitivas ou complexas aplicando características consideradas típicas dessas sociedades.

Essas são algumas teorias do século XIX que foram usadas para explicar ignorância à variação cultural humana. Entre vários tipos de intolerância cultural, hoje, temos alguns grupos que praticam essas teorias. Entres eles são os Skinheads

O movimento Skinhead é derivado de uma subcultura britânica denominada Mod (de modernismo). Mods eram, inicialmente, jovens ingleses, especialmente de classe média, muito ligados à moda moderna, musica negra (jazz e R&B) e às drogas. Conforme o movimento se expandia entre as outras classes sociais, os Mods ampliaram seus gostos musicais, amparando tb o Soul, o SKA e o Bluebeat. Eles se reuniam em pubs para mostrar se exibir e dançar. Eram rivais dos Rockers, outra subcultura, mas ligada à jaquetas de couro e rock ‘n roll. Ambas entravam em conflitos frequentemente.

Em meio a década de 60, com o movimento psciodélico, os Mods entraram em declínio, e os Hard Mods (Mods mais violentos), com menos ênfase nas tendências modistas, rasparam seus cabelos e iniciaram o movimento Skinhead.

Os Skinheads, em meados de 69, eram formados por brancos e negros, que frequentavam clubes de soul e reaggae. Se tornaram conhecidos ao promoverem muitos conflitos em estádios (chamado hooliganismo) e participarem de agressões contra imigrantes paquistaneses e asiáticos. Mesmo assim, muitas gangues anti-asiáticas, detestavam o neonazismo e repudiavam o racismo contra negros.

No final da década de 70, um segunda geração de skin heads desencadeou uma nova movimentação, ligada ao punk rock. A partir dos anos 80, a pressão da mídia em cima do preconceito racial e o surgimento de engajamento político dentro do movimento resultou na fragmentação em diversos submovimentos rivais. Entre eles estão os direitistas e esquedistas, racistas e não-racistas, xenófobos e neonazistas e defensores da raça branca.

No Brasil, o movimento Skin Head é patriota, ultra-nacionalista, conservador e facista. Promove ações violentas contra homossexuais, esquerdistas (punks), negros, prostitutas e outras minorias. As principais gangues e a maioria dos indivíduos são anti-racistas uma vez que defendem a tese de que a identidade e raça original da população brasileira é a miscigenação de todas as raças, mas existem carecas indiferentes ou simpatizantes, em especial na região Sul e Sudeste do país, onde há um movimento de independência de caráter muitas vezes branco-separatista.

Juntamente com os skinheads, alguns punks começaram a se identificar com o National Front, partido político britânico de orientação de extrema direita e xenófobo. E esse foi o exato momento em que nasceu o movimento skinhead nacional-socialista (NS), como é conhecido. Aqueles percursores do movimento skin-neonazi prentenderam se apossar do legado de “Honra e Fidelidade”, das Hitler-Jugend e o se uniram com a cultura juvenil dos começos dos anos 70. Assim, os skinhead deixam de ser um movimento musical para se tornarem um movimento juvenil nacional-socialista.

Margaret Thatcher, primeira ministra britânica, de frente com o avalanche de atos de vandalismo protagonizados pelos neonazis, declarou que ia crucificar todos os skinheads, a imagem de um skinhead pregado na cruz passou a ser uma das tatuagens mais solicitadas em Londres, e mais tarde se transformaria em um símbolo universal encontrado estampado em camisetas, chaveiros, pôsteres, e tatuagens de vários skins espalhados pelo mundo. Esse símbolo fascinou vários adolescentes por ser um elemento blasfemos e trangessor dos bons costumes e dos símbolos mais sacrossantos dos sistema. Mas, por outro lados, sua aparência buscava potencializar essa imagem de dureza e violência, evoluindo até chegar a construir um uniforme autêntico. Assim sua estética nos anos 80 evoluiu para um aspecto paramilitar: jaqueta de aviados de bombardeiros ou Harrington, calças de combate e botas escuras Doc Martens, de bico de aço com cordões brancos (que simbolizam a superioridade do branco sobre o negro.) Também se mostram suas característica abundantes tatuagens por todo o corpo (rostos de Hitler ou Rudolf Hess, runas, cruzes, gamadas, suásticas, etc). E claro, a cabeça raspada.

Durante os anos 80 a imprensa começa a atacar os skinheads por sua atitude agressiva e referir-se a sua música Oi! como incentivadora da violência. Devido a isso, algumas bandas formam RAR “Rock Against Racism”(Rock Contra o Racismo) para demonstrar à opinião pública que nem todos os cabeças raspadas eram nazi ou xenófobos. Essa nova ideologia do movimento skinhead acabaria se transformando em SHARP “Skinhead Against the Racism Prejudice” (Cabeças Raspadas Contra os Preconceitos Raciais). Ou, chamado de red-skins ou skins comunistas. Assim o movimento skin foi se ampliando e dando origem a várias fragmentações, as mais conhecidas são:

  • Skins – gay ou Homoskins: cabeças raspadas homossexuais, se diferenciam dos demais ao usar cadarços rosados ao invés do brancos nos coturnos;
  • Skingirls ou Chelseas: noivas dos skinheads, que acabaram se convertendo em movimento com identidade própria;
  • WP – Skinheads: racialistas ou racistas seguidores do White Power e de As 14 palavras de David Lane: “Devemos assegurar a existência do nosso povo e um futuro para as crianças brancas.”
  • SxE – Skinheas: Straight Edge Skinheads ou puristas do culto ao natural, além das drogas repudiam o álcool, o tabaco e o consumo de carne. Usam cadarço verde para se destacar dos outros.
  • Skins-Hooligans: antepõem sua paixão pelo futebol à componente política ou musical do movimento skin.

Atualmente é comum os meios de comunicação e muitas pessoas associarem a palavra skinhead às agressões fascistas e grupos neonazistas, mas vale ressaltar que tradicionalmente os verdadeiros skins têm estado sempre à margem dessas atitudes condenáveis de agressões contra o próximo. Portanto, ao ouvir a expressão skinhead ou ao ver um simpatizante dessa cultura, não é bom rotulá-lo como a mídia faz, primeiramente devemos saber se aquele skin pertence à cultura originária na década de 60 ou aos grupos nascidos na fragmentação do movimento na década de 80.

Entre tantos grupos fragmentados temos diferentes ideologias. O WP – Skinheads, um dos mais conhecidos, implica na forma de pensamento evolucionista e do darwinismo social, defendendo a segurança da raça branca para que não ocorra a miscigenação, pois esta implicará no fim da raça branca, baseados na teoria de David Lane que era escritor, nacionalista e defensor da supremacia branca estadunidense. Assim podemos afirmar que esse grupo tem uma tendência de se afirmar como superior melhor e tem como privilégio acabarem com os pensamentos considerados inferiores por eles.

No Brasil os skinhead formaram-se os Carecas e WP skinhead. Em 1985, se realizou o primeiro recital Oi! que terminou com várias mortes e dezenas de feridos e 120 detidos. Esse recital ficou conhecido como Dezembro Negro. A partir daí o movimento neonazi se espalhou no Brasil. Só em São Paulo há cerca de mil skinheads. As principais organizações sãos Carecas do ABC, Carecas do Brail (RJ) e WP skinheads. Aqui o movimento skinhead se dividiu entre skins separatistas e integralistas (Carecas). A parte separatista se deve ao fato de que no norte e nordeste do país vive a maioria da população negra e indígena. Mas, apesar de se dizerem NS, há muitos mestiços e alguns negros skinhead, o que se torna contraditório. Já foi identificado na grande São Paulo, cerca de 25 gangues que juntas reúnem 250 integrantes. Só na capital ocorrem cerca de 130 inquéritos por crime de ordem. No Brasil os maiores estados que concentram o maior numero de skinheads são o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

Eles seguem um rígido Código de Conduta. A prisão é colocada como algo inevitável e há orientações de como agir nesse caso: não confesse nada, mesmo sob pressão e só responda a sua idade, nome e endereço quando interrogados.

Mas alguns grupos aceitam a idéia de miscigenação no Brasil, crendo que a nossa identidade original é a miscigenação. Além disso o que é surpreendente é que nesse grupo existem fragmentações homossexuais que muitas vezes sofrem preconceito por esses Skinheads. Uma entrevista de um menino, homossexual que quis ser um Skinhead nos mostrou que existem grupos pacíficos que promovem passeatas, movimentos a favor de direitos iguais.

“Com 16 anos, Danilo se interessou pela cultura dos skinheads, de suspensórios, coturnos, tatuagens e cabeças raspadas. Se ele não fosse gay, entrar para essa tribo seria fácil. Para ele skinhead era um cara que gostava de ouvir ska, tomar cerveja e jogar futebol com os amigos. Mas naquela época as notícias sobre skinheads já envolviam violência e preconceito.

Hoje com 29 anos, ele ajudou a criar pela internet uma Ação Antifascista, na qual a maioria dos integrantes são heterossexuais e defendem a luta contra a homofobia. O grupo, criado há dois anos, já participou de marcha contra a homofilia, de marchas contra o aumento do ônibus, a favor da legalização da maconha e estiveram na Parada Gay.  “Somos contra qualquer tipo de preconceito e lutamos pelas liberdades.” (Folha.com – cotidiano. Reportagem de CRISTINA MORENO DE CASTRO de São Paulo – SP)

Com a idéia da evolução temos junto a ela a idéia etnocentrista usadas para fins políticos, econômicos e de dominação no século XIX, dando uma forma de pensamento que não aceita nada que seja “diferente” e sociedades baseadas na intolerância, na exclusão, no conflito e na violência, o que realmente acontece hoje. Tudo que é considerado diferente da nossa cultura se torna algo ignorante que muitas vezes se desencadeia em conflitos.

Os skinhead se contradizem tendo qualquer tipo de preconceito com demais grupos e culturas, pois também são um grupo fechado que não aceita serem rotulados como apenas quem anda de coturnos e alguns de cabelos raspados, apresentam uma ideologia, muitas vezes intolerantes, mas por isso deveriam respeitar as demais ideologias ou formas de viver.

Conclusão

Apesar de estarmos no século XXI alguns pensamentos e ideologias do século XIX deixaram suas raízes no mundo atual, como as teorias do darwinismo social e da evolução que foram apresentadas como uma justificativas políticas e de dominação de outros povos. Depois de tanto tempo essas teorias tiveram sua implicação hoje, mostrando a existência de movimentos de preconceitos.

Até no Brasil que é um país cheio de “cores” e vários tipos diferentes de pessoas, onde isso parece ser aceitável, existem pessoas que não aceitam isso e acabam discriminando certas regiões, como os skinheads separatistas que vêem o norte e o nordeste do país como uma região miscigenada com negros e índios, o que se torna totalmente contraditório, pois até os skinheads apresentam neles negros e pessoas miscigenadas.

O mundo ainda hoje, como no século XIX não aceita a idéia de miscigenar, para eles o que importa é ressaltar a segurança de uma única raça e não deixar esta ter um fim. Apesar de hoje em dia terem sido comprovadas as teorias de que não existe raça única e que desde o começo da história houve miscigenação e diferentes cores de pele, a idéia de que ainda existe uma raça superior não foi totalmente banida.

Pior do que não aceitar a idéia de que a raça não é única é aceitar a intolerância com culturas diferentes, sendo que é impossível um povo muito grande ter uma única cultura, ou pior, julgar tais culturas evoluídas ou não.

A partir disto vemos que ainda existe o preconceito que emergiu no século XIX e afetou a nossa sociedade. Grupos como skinheads que muitas vezes não toleram outros grupos como punks, ou pessoas de regiões diferentes, nordestino e nortistas, ou pior ainda continuam racistas, são exemplos de que a biologia não conseguiu encerrar essa forma de pensamentos de raças superiores. Mesmo depois da morte de Hittler ainda tivemos alguns que continuaram seus seguidores, como os skinheads que tatuam na pele a sua imagem para mostrar sua luta.

Não vivemos em um mundo livre do evolucionismo e do darwinismo social. È certo que existem grupo pacíficos que lutam pela igualdade de direitos, até mesmo nos skinheads, mas ainda existem pessoas intolerantes.

Não somos todos iguais seria impossível igualar todos nós com tanta cultura em várias regiões do mundo. O que importa é saber respeitar as diferenças, o que ainda não vemos. A idéia de querer uma única cultura se torna totalmente surreal em um mundo que existe várias formas de pensamentos, cultos e afins.

Está na hora de todos pararem pra pensar e ver que é maravilhoso esses diferentes aspectos culturais, sem julgá-los por serem evoluídos ou não. Falta ainda hoje, em um mundo que parece esta cada vez mais globalizado, um pouco de respeito e compreensão.

Grupo 7 – nº 12, 17, 21, 22

Eclipse lunar


Ontem, por volta das 18h a população pode observar o primeiro eclipse lunar de 2011. Fenômeno que volta a acontecer dia 10 de dezembro,  começou às 17h25 de ontem e durou cerca de três horas. Diferentemente do eclipse solar, não foi necessário utilizar proteção especial para os olhos. Observadores puderam notar o astro no céu com uma cor laranja ou quase vermelha . Dados da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, mostram que próximo eclipse lunar deve acontecer em 10 de dezembro. Além do Brasil, Argentina, Uruguai, países europeus e asiáticos puderam observar o fenômeno ontem. O pessol aqui de São Paulo foi prejudicado pela poluição e pela chuva. Mas várias cidades pelo mundo conseguiram admirar o Eclipe Lunar desta quarta-feira. Nesse site, http://www.vooz.com.br/noticias/perdeu-o-eclipse-lunar-de-ontem-confira-as-fotos-pelo-mundo-12255.html, tem as fotos do Eclipse Lunar pelo mundo.

 

 Quando ocorre um eclipse lunar ?

Um eclipse lunar ocorre quando a Terra se interpõe entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite.

Os eclipses lunares ocorrem sempre na fase Cheia, pois é nesta ocasião que a Terra está posicionada entre o Sol e a Lua. Mas há um fato que impede de haver um eclipse lunar a cada Lua Cheia. É a inclinação da órbita lunar.

O movimento que a Lua realiza em torno da Terra e o movimento que a Terra realiza em torno do Sol, não se dão no mesmo plano. O plano de órbita lunar tem uma inclinação de 5 graus em relação ao plano de órbita da terrestre.

Estas órbitas têm dois pontos de contato: os nodos lunares. Quando a Lua, em seu movimento, alinha-se com a Terra e o Sol e está próxima aos nodos ocorrem os eclipses, pois, nestas ocasiões, os astros estão praticamente num mesmo plano e as sombras que projetam no espaço podem atingir o outro astro. Dependendo da fase lunar, veremos então ou o Sol ou a Lua eclipsados. Os eclipses solares ocorrem durante a fase Nova, e os lunares, durante a Lua Cheia.

Durante a Lua Cheia, quando nosso satélite está próximo a um dos nodos de sua órbita, a sombra projetada pela Terra pode atingir a Lua de três maneiras diversas, ocasionando um eclipse penumbral, parcial ou total. O eclipse total acontece quando a Lua mergulha totalmente na sombra cônica da Terra. O parcial ocorre quando apenas parte do disco lunar é eclipsado pela sombra da Terra, e o penumbral, quando apenas a penumbra terrestre atinge o satélite. Pela sua beleza, o eclipse lunar total é o mais notável dos três.

No momento em que ocorre o eclipse lunar, ele é visível em qualquer ponto da Terra que tenha a Lua acima do horizonte. Conforme o disco lunar é obscurecido pela sombra da Terra, a Lua não desaparece, mas toma diferentes tonalidades, próximas do vermelho. A coloração vermelha é resultado da luz solar refratada pela atmosfera terrestre e sua tonalidade depende, entre outros fatores, da quantidade de poeira presente na atmosfera. O astrônomo francês Danjon criou uma escala para atribuir a cada eclipse um coeficiente de brilho apresentado pela Lua na fase da totalidade. Nesta escala, que vai de zero a 4, os menores valores correspondem a um eclipse muito escuro e o maior valor ao eclipse claro, em que a Lua se apresenta vermelha ou alaranjada, com a borda da sombra brilhante.

  

Fonte: http://www.colegioweb.com.br/geografia/eclipse-lunar.html     

Vírus


Vírus são os únicos organismos acelulares da Terra atual.

 Os vírus são seres muito simples e pequenos (medem menos de 0,2 µm), formados basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o material genético, que, dependendo do tipo de vírus, pode ser oDNA, RNA ou os dois juntos (citomegalovírus). A palavra vírus vem do Latim vírus que significa fluído venenoso ou toxina. Atualmente é utilizada para descrever os vírus biológicos, além de designar, metaforicamente, qualquer coisa que se reproduza de forma parasitária, como ideias. O termo vírus de computador nasceu por analogia. A palavra vírion ou víron é usada para se referir a uma única partícula viral que estiver fora da célula hospedeira.

Das 1.739.600 espécies de seres vivos conhecidos, os vírus representam 3.600 espécies.

Vírus é uma partícula basicamente proteica que pode infectar organismos vivos. Vírus são parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente se reproduzem pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular. O termo vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes (organismos cujas células têm carioteca), enquanto o termo bacteriófago ou fago é utilizado para descrever aqueles que infectam procariontes (domínios bacteria e archaea).

Tipicamente, estas partículas carregam uma pequena quantidade de ácido nucleico (seja DNA ou RNA, ou os dois) sempre envolto por uma cápsula proteica denominada capsídeo. As proteínas que compõe o capsídeo são específicas para cada tipo de vírus. O capsídeo mais o ácido nucleico que ele envolve são denominados nucleocapsídeo. Alguns vírus são formados apenas pelo núcleo capsídeo, outros no entanto, possuem um envoltório ou envelope externo ao nucleocapsídeo. Esses vírus são denominados vírus encapsulados ou envelopados.

Ilustração do vírus HIV mostrando as proteínas do capsídeo responsáveis pela aderencia na célula hospedeira.

O envelope consiste principalmente em duas camadas de lipídios derivadas da membrana plasmática da célula hospedeira e em moléculas de proteínas virais, específicas para cada tipo de vírus, imersas nas camadas de lipídios.

São as moléculas de proteínas virais que determinam qual tipo de célula o vírus irá infectar. Geralmente, o grupo de células que um tipo de vírus infecta é bastante restrito. Existem vírus que infectam apenas bactérias, denominadas bacteriófagos, os que infectam apenas fungos, denominados micófagos; os que infectam as plantas e os que infectam os animais, denominados, respectivamente, vírus de plantas e vírus de animais.

Esquema do vírus HIV.

Os vírus não são constituídos por células, embora dependam delas para a sua multiplicação. Alguns vírus possuem enzimas. Por exemplo o HIV tem a enzima Transcriptase reversa que faz com que o processo de Transcrição reversa seja realizado (formação de DNA a partir do RNA viral). Esse processo de se formar DNA a partir de RNA viral é denominado retrotranscrição, o que deu o nome retrovírus aos vírus que realizam esse processo. Os outros vírus que possuem DNA fazem o processo de transcrição (passagem da linguagem de DNA para RNA) e só depois a tradução. Estes últimos vírus são designados de adenovírus.

Vírus são parasitas intracelulares obrigatórios: a falta de hialoplasma e ribossomos impede que eles tenham metabolismo próprio. Assim, para executar o seu ciclo de vida, o vírus precisa de um ambiente que tenha esses componentes. Esse ambiente precisa ser o interior de uma célula que, contendo ribossomos e outras substâncias, efetuará a síntese das proteínas dos vírus e, simultaneamente, permitirá que ocorra a multiplicação do material genético viral.

Em muitos casos os vírus modificam o metabolismo da célula que parasitam, podendo provocar a sua degeneração e morte. Para isso, é preciso que o vírus inicialmente entre na célula: muitas vezes ele adere à parede da célula e “injeta” o seu material genético ou então entra na célula por englobamento – por um processo que lembra a fagocitose, a célula “engole” o vírus e o introduz no seu interior.

Vírus, seres vivos ou não?

Vírus não têm qualquer atividade metabólica quando fora da célula hospedeira: eles não podem captar nutrientes, utilizar energia ou realizar qualquer atividade biossintética. Eles obviamente se reproduzem, mas diferentemente de células, que crescem, duplicam seu conteúdo para então dividir-se em duas células filhas, os vírus replicam-se através de uma estratégia completamente diferente: eles invadem células, o que causa a dissociação dos componentes da partícula viral; esses componentes então interagem com o aparato metabólico da célula hospedeira, subvertendo o metabolismo celular para a produção de mais vírus.

Há grande debate na comunidade científica sobre se os vírus devem ser considerados seres vivos ou não, e esse debate e primariamente um resultado de diferentes percepções sobre o que vem a ser vida, em outras palavras, a definição de vida. Aqueles que defendem a ideia que os vírus não são vivos argumentam que organismos vivos devem possuir características como a habilidade de importar nutrientes e energia do ambiente, devem ter metabolismo (um conjunto de reações químicas altamente inter-relacionadas através das quais os seres vivos constroem e mantêm seus corpos, crescem e performam inúmeras outras tarefas, como locomoção, reprodução, etc.); organismos vivos também fazem parte de uma linhagem contínua, sendo necessariamente originados de seres semelhantes e, através da reprodução, gerar outros seres semelhantes (descendência ou prole), etc.

Os vírus preenchem alguns desses critérios: são parte de linhagens contínuas, reproduzem-se e evoluem em resposta ao ambiente, através de variabilidade e seleção, como qualquer ser vivo. Porém, não têm metabolismo próprio, por isso deveriam ser considerados “partículas infecciosas”, ao invés de seres vivos propriamente ditos. Muitos, porém, não concordam com essa perspectiva, e argumentam que uma vez que os vírus são capazes de reproduzir-se, são organismos vivos; eles dependem do maquinário metabólico da célula hospedeira, mas até aíi todos os seres vivos dependem de interações com outros seres vivos. Outros ainda levam em consideração a presença massiva de vírus em todos os reinos do mundo natural, sua origem – aparentemente tão antiga como a própria vida – sua importância na história natural de todos os outros organismos, etc. Conforme já mencionado, diferentes conceitos a respeito do que vem a ser vida formam o cerne dessa discussão. Definir vida tem sido sempre um grande problema, e já que qualquer definição provavelmente será evasiva ou arbitrária, dificultando assim uma definição exata a respeito dos vírus.

Alcântara Machado



Uma das figuras mais expressivas do movimento modernista no Brasil, Antônio Castilho de Alcântara Machado de Oliveira era de família ilustre de advogados e escritores. Formou-se bacharel em direito mas preferiu a carreira jornalística e ainda novo era um dos redatores destacados em São Paulo.

Começou na literatura primeiramente ao escrever críticas de peças de teatro para o jornal. Quando viajou à Europa, se inspirou para escrever crônicas e reportagens que viriam a dar origem ao seu primeiro livro,“Pathé-Baby “publicado em 1926, o qual recebeu um prefácio de Oswald de Andrade. É interessante notar que, apesar de demonstrar traços marcadamente modernistas já desde essa primeira obra, composta de períodos curtos e rápidos de prosa urbana, o autor não havia participado da Semana de Arte Moderna. Apresentava em seus textos vivacidade da linguagem e inovava o estilo da época através da fiel reprodução dos tipos e costumes paulistas, bem como pela sátira com que tratava esses personagens ridículos.

Além de escrever “Laranja da China“ em 1928, “Mana Maria“ um romance inacabado, “Cavaquinho e saxofone“ em 1940 e “Contos Avulsos“ em1961, ele escreve também “Brás, Bexiga e Barra Funda“ a sua obra mais conhecida, uma coletânea de contos. Publicada em 1928, trata do quotidiano dos imigrantes italianos e dos ítalo-descendentes na cidade de São Paulo, expressando-se a narrativa numa linguagem livre, próxima da coloquial. Mostrava as impressões duma São Paulo imersa na experiência da imigração, que então vinha modificando os trejeitos da cidade.

– Dois de contos dessa obra bem marcantes foram:

 

Lisetta

Narra uma viagem de bonde de Lisetta, uma menina pobre, filha de Dona Mariana que se apaixona por um urso de pelúcia de uma menina rica que viaja no mesmo bonde.

O urso era felpudo, amarelo, engraçadinho, olhos de vidro, custara ciquenta mil-réis na Casa São Nicolau e estava no colo da menina de pulseira de ouro que percebeu o enlevo e a inveja de Lisetta.

Lisetta sentia um desejo louco de tocá-lo  e jeitosamente procurou alcançá-lo, a menina rica percebeu, encarou a coitada com raiva, fez uma careta e apertou contra o peito o bichinho.

Lisetta pede para pegar um pouquinho. E a mãe dela se desculpa com a mãe da menina rica que nem respondeu. Dona Mariana escarlate de vergonha, murmura no ouvido da filha que In casa la paghera! E pespegou um beliscão daqueles. Lisetta perdeu toda a compostura, chorou, soluçou e falando sempre, um escândalo logo no banco da frente testemunhado pelo bonde inteiro.

O urso se vai nos braços da dona má que ao entrar no palecete estilo português, voltou-se e agitou o bichinho no ar para Lisetta ver. O bonde deu um solavanco e Lisetta como compensação quis sentar-se no banco e levou outro beliscão porque Dona Mariana só havia pago uma passagem.

A entrada de Lisetta em casa marcou a história da família Garbone,  apanhou desde a porta  que não acabava mais e o resto da gurizada reunida na sala de jantar.

Quando Ugo chegou da oficina reclamou com a mãe e Lisetta já não aguentava mais, e ele trouxe para a menina um pequerrucho, do tamanho de um passarinho, mais urso. Os irmãos chegaram-se para admirar, Pascoalino quis pegá-lo e ela correu para o quarto e trancou-se por dentro.

 Gaetaninho

Conta a história do menino Gaetaninho que ficava banzando na Rua do Oriente até quase ser derrubado pelo Ford sem vê-lo  e ser posto para dentro de casa pelo grito e chinelo materno.

A ralé  da Rua do Oriente quando muito andava de bonde e de automóvel ou carro só em dia de enterro ou de casamento, por isso o sonho de Gaetaninho era de difícil realização. Naquela tarde o Beppino atravessara a cidade carro, atrás da tia Peronetta que se mudava para o Araçá, o que não era vantagem para Gaetaninho.

Ele enfiou a cabeça no travesseiro e sonhou em como andaria de carro, e no sonho seria no enterro da tia Filomena, ele iria na boléia ao lado do cocheiro, com roupa marinheira, gorro branco escrito: Encouraçado São Paulo e ligas pretas segurando as meias. Muita gente nas calçadas, mas ele ainda não estava satisfeito queria ir carregando o chicote que o coheiro não deixava.

Quando ia gritar pelo chicote acordou desapontado com o cantar da tia Filomena que teve um ataque de nervos quando soube do sonho de agouro do menino, que com remorso substitui no sonho a tia pelo acendedor da Companhia de Gás, Seu Rubino que uma vez lhe dera um cocre.

Gaetaninho sai para brincar na calçada com o Beppino que diz que no dia seguinte irá ao enterro do pai de Afonso e o outro não irá porque o pai um dia bateu na cara dele. Continuam brincando e Gaetaninho corre atrás da bola e um bonde o pegou e o matou e às dezesseis horas do dia seguinte saiu um enterro da Rua do Oriente e Gaetaninho não ia na boléia de nenhum carro, ia dentro de um caixão fechado e quem ia na boléia era o Beppino.

Fonte: http://pt.shvoong.com/books/biography/1659141-ant%C3%B4nio-alc%C3%A2ntara-machado-vida-obra/#ixzz1POAZ7kSK http://pt.shvoong.com/books/novel-novella/1990306-gaetaninho-bras-bexiga-barra-funda/#ixzz1POP5G1aL

http://pt.shvoong.com/books/1990973-lisetta-bras-bexiga-barra-funda/#ixzz1POL7tNaZ

Pacto de Varsóvia


Pacto de Varsóvia uniu em aliança militar os países do bloco socialista no pós-Segunda Guerra Mundial.

A Segunda Guerra Mundial foi vencida pelos Estados Unidos e pela União Soviética, entretanto os dois países tinham posições contrárias com o fim do conflito com a Alemanha Nazista. Os Estados Unidos eram defensores da ideologia capitalista, já a União Soviética era adepta desde a Revolução Russa em 1917 do socialismo. As duas ideologias entraram em confronto com o fim da guerra, polarizando o mundo entre capitalistas e comunistas. O choque entre as duas potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial ocorria apenas em nível ideológico, isso porque ambas possuíam armamento e condições suficientes para destruírem uma a outra. O medo e a precaução de um novo conflito com proporções extremadas criaram um clima de tensão no mundo que impedia um confronto direto, começava assim a Guerra Fria.

Os blocos capitalista socialista tornaram-se opositores ferrenhos, ambos tentavam cooptar mais países em suas respectivas ideologias. Do lado dos capitalistas, foi criada uma organização que visava reunir os países adeptos da ideologia e se ajudarem mutuamente contra qualquer possível ofensiva dos socialistas. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) reunia os países da Europa Ocidental e os Estados Unidos.

Em resposta ao grupo capitalista, a União Soviética promoveu então a criação de um grupo dos países socialistas que se comprometiam em auxílios mútuos contra ataques capitalistas, formava-se então uma aliança militar socialista. O Pacto de Varsóvia foi firmado no dia 14 de maio de 1955 na cidade de Varsóvia, Polônia, reunindo os países do bloco socialista. Entre estavam a União Soviética, Alemanha Oriental, Bulgária, Hungria, Polônia, Tchecoslováquia e Romênia. Entre os países socialistas do Leste Europeu, a Iugoslávia se recusou a integrar o grupo por ação de seu líder, o Marechal Tito. O comando do bloco formado ficou sob responsabilidade de Ivan Konev.

A atuação do Pacto de Varsóvia se deu no âmbito militar e no econômico, manteve a ligação entre os países membros. Mas as principais ações do Pacto de Varsóvia se deram na repressão das revoltas internas. Foi o caso no ano de 1956 quando as forças militares do grupo reprimiram ações de revoltosos na Hungria e na Polônia e também em 1968 no evento conhecido como Primavera de Praga, ocorrido na Tchecoslováquia.

A partir da década de 1980 as coisas começaram a ruir para a União Soviética e para o socialismo. A Europa passou por mudanças, a União Soviética entrou em crise, o Muro de Berlim foi derrubado e a Guerra Fria chegou ao fim. Em consequência da queda, o Pacto de Varsóvia foi extinto no dia 31 de maço de 1991.

Os países que integravam o bloco socialista se reorganizaram de diferentes maneiras. A Rússia reestruturou sua própria força militar entre os anos de 1992 e 1993, enquanto as outras repúblicas uniram-se em um grupo chamado Comunidade dos Estados Independentes (CEI) que centralizou as forças armadas. A reorganização do exército russo permitiu que o país mantivesse suas tropas nos países que formavam a CEI. Em 1997 a OTAN convidou PolôniaHungria República Tcheca para integrar seu grupo. A Europa se deparava então com uma nova organização militar após a Guerra Fria.

Fonte: http://www.infoescola.com/historia/pacto-de-varsovia/

Paz: uma conquista impossível? – Grupo 7


“Nunca houve uma guerra boa nem uma paz ruim”. Essa frase, de Benjamin Franklin expressa em poucas palavras a real necessidade da guerra e da paz. Apesar de desnecessária, a guerra está muito mais presente na nossa realidade do que a paz. Porém isso não quer dizer que a paz seja inalcancável, mas que precisamos nos esforçar mais para alcancá-la.

Um dos grandes perturbadores da paz hoje em dia é a religião. Povos de diferentes religiões entram em conflitos por territórios ou monopólio de alguma região em particular. É o que ocorre no Oriente Médio atualmente. Aquilo que foi criado para melhorar a vida dos homens é o que acaba matando muitos deles. Aceitar o outro, saber conviver com o outro é perfeitamente possível, já que existem povos diferentes que vivem próximos pacificamente, como por exemplo, povos de diferentes religiões vivendo no Brasil como um todo. Portanto, a tolerância é essencial para que a paz seja alcançada.

Gabriela Santos Augusto

“Nunca houve uma guerra boa nem uma paz ruim.’’ Essa citação nos mostra que não temos nenhuma vantagem em viver numa guerra, ao contrário, um mundo em paz é um mundo bom de se viver. A guerra só causa gasto demasiado enquanto podiam investir esse dinheiro em educação, saúde, moradias, em direitos de um cidadão.

O fato é que hoje se dá mais importância à fabricação de armamentos, aos avanços tecnológicos, às armas do que às pessoas. Enquanto há fabricação de armas há crianças fora da escola, pessoas sem onde morar e passando fome. Não há nenhuma vantagem em viver em um mundo assim. Todos esses anos a história só nos mostra a quantidade enorme de mortos e os gastos demasiado. Em um mundo que esquece a sociedade e visa a violência, a paz se torna cada vez mais distante.

Isabella Cotting

Para as guerras acabarem, as indústrias delas deveriam acabar também. As indústrias das armas, as quais foi justificada a produção e comércio, pelo direito de legítima defesa que logo se rendeu à lógica capitalista. Essa produção gasta muito dinhero, mas em vez de aplicarem esse dinhero na educação eles preferem criar e ganhar dinhero com armas do que buscar a paz

Juliana Freitas

Artes Cênicas


Me ausentei bem aqui mas, voltei e trouxe uma profissão bem diferente e concorrida. 

Artes Cênicas é o conjunto de técnicas usadas na criação, direção, montagem e interpretação de espetáculos artísticos. O profissional de Artes Cênicas utiliza os movimentos corporais e a voz para representar personagens e transmitir ao público histórias, ideias, sentimentos e emoções.

O curso

Há diversos cursos de bacharelado no país. Já no vestibular, ao fazer as provas de aptidão, você precisa demonstrar que leva jeito para a arte de representar. Eles contam com disciplinas teóricas, como história da arte, filosofia, psicologia, literatura dramática, ensino do teatro, entre outras. Nas aulas práticas, você terá técnica vocal, expressão corporal, interpretação dramática, dança, improvisação e caracterização cênica. A maioria das escolas oferece laboratórios de prática teatral focados em interpretação, direção e dramaturgia. Outras ensinam técnicas envolvidas na produção de espetáculos. Em algumas instituições, você deve optar, ainda no vestibular, por uma habilitação específica, como direção, cenografia ou interpretação. Para que o aluno obtenha o diploma, algumas exigem estágio e trabalho de conclusão de curso. Há universidades que oferecem licenciatura em Artes Cênicas ou Teatro para formar professores para a educação básica, bem como para cursos livres. Duração média: quatro anos.

Melhores cursos: UFBA (Universidade Federal da Bahia); UnB (Universidade de Brasília); FAP (Faculdade de Artes do Paraná); UFRJ (universidade Federal do Rio de Janeiro); UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul); Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); USP – ECA (Escola de Comunicações e Artes), FEBA-SP (Faculdade de Belas Artes de São Paulo).

O mercado de trabalho

Embora as grandes redes de televisão estejam concentradas no Rio de Janeiro e em São Paulo, há oferta de trabalho para o ator em todo o país. O egresso de um curso  bacharelado ou de um tecnológico encontra trabalho em vários veículos de comunicação, como teatro, TV e publicidade. Em todo o país, o mercado se mantém estável. Fora da televisão, uma alternativa é fazer parte de cooperativas e companhias teatrais já estabelecidas. Nele, os atores apresentam espetáculos em eventos de confraternização e desenvolvem peças que fazem parte de ações de treinamento profissional. Uma área em destaque é a arteterapia, que utiliza recursos artísticos em contextos terapêuticos, em clínicas e hospitais voltados para grupos de terceira idade, crianças e pacientes com doenças graves, como HIV e câncer. Salário inicial: R$ 2.734,53 (ator, professor de teatro, orientador); R$ 2.012,74 (diretor de cena, técnico de som); R$ 60,70 por hora (protagonista); fonte: Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo.    

 

O que você pode fazer

Arteterapia: Usar a interpretação como terapia para auxiliar no bem-estar de pessoas idosas e no tratamento de pacientes de grupos de risco.

Cenografia: Conceber o cenário, os objetos e os móveis que serão usados em cena, cuidando das cores e da iluminação, de modo a caracterizar uma época ou um ambiente específico.

Direção teatral: Coordenar todos os elementos envolvidos em uma encenação, da escolha do elenco e definição do figurino à orientação dos atores durante os ensaios.

Dramaturgia: Redigir peças teatrais, seriados, telenovelas, trabalhando individualmente ou em grupo. Adaptar textos documentais, cinematográficos ou literários para a linguagem e as técnicas de teatro ou de TV.

Dublagem: Substituir a fala de personagens de filmes de língua estrangeira, empregando a voz e a entonação adequadas a cada emoção.

Ensino: Dar aulas de interpretação em escolas de Ensino Fundamental e Médio.

Figurino e indumentária: Escolher, elaborar e produzir o vestuário utilizado no cinema, no teatro e na TV.

Interpretação:Representar um personagem, empregando para isso a expressão corporal e facial e a entonação da voz no teatro, na TV, publicidade ou no cinema.

Produção: Viabilizar a exibição de peças ou espetáculos, conseguindo patrocínios, administrando o orçamento, providenciando os locais de ensaio e os materiais necessários à realização da apresentação.

Teoria teatral: Estudar aspectos teóricos e práticos das artes cênicas para elaborar livros didáticos ou fazer crítica teatral em jornais, revistas, rádio, televisão ou sites.

                                    

Direito: uma ciência humana.


Oi gente! Faz tempo que não passo por aqui, mas provões, essa correria toda tava complicado. Devido a isso essa semana vou postar três vezes. Como nessa sábado vamos visitar o Largo São Francisco e a ECA (Escola de Comunicações e Artes) resolvi fazer desses cursos. Como a ECA abrange muitos cursos farei os que mais são concorrido e claro, o da preferência da minha sala. Mas hoje vou falar sobre Direito, nada pessoal, mas muitas pessoas querem fazer.

Direito é a ciência que cuida da aplicação das normas jurídicas vigentes em um país, para organizar as relações entre indivíduos e grupos na sociedade. Zelar pela harmonia e pela correção das relações entre os cidadãos, as empresas e o poder público é a função do bacharel em Direito. Para isso, ele analisa as disputas e os conflitos com base no que está estabelecido na Constituição e regulamentado pelas leis, defendendo os interesses do cliente em diversos campos, como penal, civil, previdenciário, trabalhista, tributário e comercial. Resolve litígios que envolvem indivíduos ou empregados e empregadores.  Defende o meio ambiente, os direitos das minorias e o patrimônio histórico e cultural. Existem duas carreiras distintas para esse bacharel: ele pode atuar como advogado ou seguir a carreira jurídica, trabalhando como advogado público, juiz, promotor de Justiça ou delegado de polícia. Para ser advogado é preciso passar em exame da OAB. Já o candidato a juiz, promotor ou delegado de polícia tem de prestar concurso público. Para se tornar juiz, além do concurso, é necessário ter dois anos de inscrição na OAB como advogado.

O curso

Foco na teoria

O curso da graduação é generalista e enfatiza as ciências humanas. Os três primeiros anos são essencialmente teóricos, com aulas de português, sociologia, teoria do estado e economia, além de matérias específicas do Direito: civil, constitucional, penal, comercial e medicina legal. Nos trabalhos práticos, o aluno atua como juiz ou advogado em simulações de julgamentos. Em geral, a carreira e a especialização a ser obtida numa pós-graduação começam a ser definidas no quinto ano, na escolha das disciplinas de formação específica. São obrigatórios o estágio e uma monografia para obter o diploma. Duração média: cinco anos. Aqui em São Paulo o melhor curso de Direito é da USP, Largo São Francisco, mas a OAB divulgou uma lista de faculdades recomendadas e entra elas estão PUC-SP, Mackenzie, Unisantos, PUC-CAMP. Para quem deseja saber mais sobre outras faculdades fora do estado o site é: http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=1464

Salário inicial: R$ 1.749,49 (até um ano de inscrição na OAB; fonte:
Sindicato das Sociedades de Advogados dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro)

O que você pode fazer

Há duas grandes carreiras: Advocacia e Carreira Jurídica. Cada uma oferece várias áreas de especialização e atuação:

 ADVOCACIA

Representar empresas, instituições ou indivíduos e defender seus interesses e direitos nas seguintes áreas:

Arbitragem internacional: Resolver disputas comerciais, fiscais e aduaneiras entre países ou empresas e instituições
de diversas nacionalidades.

Direito civil: Representar interesses individuais e particulares em ações referentes a propriedade e posse de bens, questões familiares, como divórcios e heranças, ou transações de locação, compra e venda. Pode especializar-se em: direito das pessoas, dos bens, dos fatos jurídicos, de família, das coisas, das obrigações e das sucessões.

Direito administrativo: Aplicar a legislação que regulamenta os órgãos e poderes públicos em sua relação com a
sociedade.

Direito ambiental: Trabalhar em ONGs e empresas, lidando com questões que envolvam a relação do homem com o
meio ambiente, como a deterioração da natureza provocada pelas atividades de uma indústria.

Direito comercial: Intermediar as relações jurídicas no comércio. Aplicar as legislações federal, estaduais e municipais na abertura, no funcionamento e no encerramento de estabelecimentos comerciais.

Direito a tecnologia da informação: Analisar as questões jurídicas ligadas ao uso da nformática e às relações entre usuários, agentes e fornecedores, como rovedores de internet, empresas de softwares, bancos e lojas virtuais, entre outros.

Direito do consumidor: Aplicar as normas que concedem aos cidadãos direitos perante fornecedores de bens e serviços.

Direito contratual: Representar pessoas físicas ou jurídicas na elaboração e na assinatura de contratos de compra e venda de bens ou serviços.

Direito de propriedade intelectual: Preservar e defender os direitos de autores sobre sua obra e protegê-los de roubos e falsificações.

Direito penal ou criminal: Preparar e apresentar a defesa ou acusação em ações referentes a crimes ou contravenções contra pessoas físicas ou jurídicas.

Direito trabalhista e previdenciário: Representar pessoas ou empresas em disputas entre empregado e empregador, questões sindicais ou de previdência social.

Direito tributário: Cuidar de princípios e normas relativos à arrecadação de impostos e taxas, obrigações tributárias e atribuições dos órgãos fiscalizadores.

 CARREIRA JURÍDICA

Atuar em órgãos públicos de um município, de um estado ou da União, conduzindo investigações ou acompanhando e fazendo a intermediação do julgamento de ações ou processos. São quatro as áreas desta carreira:

Advocacia pública: Defender cidadãos que não podem pagar processos judiciais. Atuar como procurador municipal, estadual ou da União, representando seus interesses, zelando pela legalidade dos atos do Poder Executivo em ações como licitações e concorrências públicas.

Delegacia de polícia: Elaborar enquéritos policiais, chefiar investigações e emitir documentos públicos.

Magistratura: Julgar processos e expedir mandados de prisão, de busca ou apreensão. O juiz federal julga causas de interesse da União que envolvam tributos federais e previdência social. O juiz da justiça comum decide conflitos entre pessoas físicas,
jurídicas e o poder público que não digam respeito à União, como questões de família e de tributos estaduais e municipais.

Ministério público: Defender os interesses da sociedade perante o juiz, promover ações penais, apurar responsabilidades e fiscalizar o cumprimento das leis. O promotor de Justiça representa os interesses dos portadores de deficiência e dos ausentes. Tutela direitos da criança, do adolescente e da família e ocupa-se das causas sociais, como defesa do ambiente, dos direitos do consumidor e do patrimônio cultural e histórico. Como procurador da Justiça, o bacharel exerce essas mesmas funções, só que em tribunais.

Espero que tenham gostado! =)

Isabella Cotting

Criação (2009)


Voltei! Desculpem a demora, mas a escola tá corrida… e essa semana estávamos em semana de provas, então não tivemos tempo. Mas eu vi um filme que tinha me interessado há muito tempo atrás, quando entrou em cartaz. Então vamos lá…

Charles Darwin

Criação é a história da produção de “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin. A história é focada na família Darwin: Emma, a esposa religiosa de Charles, Annie, a filha mais velha do casal, e o próprio Charles.

Do início do filme, percebe-se que ele passa muito tempo com seus filhos. Ele conta as histórias das suas viajens a bordo do Beagle e está sempe brincando com as crianças (Emma e Charles tiveram 10 filhos). Mas é perceptível que Charles e Annie se dão muito bem. Segundo o filme, foi nessa fase da vida que Darwin teve a ideia da teoria da evolução.

Com 10 anos de idade, Annie adoece e morre. Tanto Charles quanto Emma ficam muito abalados com a morte da menina, mas Emma se consola na religião. Charles a partir daí, torna-se recluso e, mesmo com a ideia clara em sua cabeça, recusa-se a publicar a teoria. Ele sabia o impacto que o livro teria sobre o pensamento da época, principalmente sobre a religião, e acha que o melhor a ser feito é não publicar.

Com o incentivo de alguns amigos, Darwin decide começar a escrever o livro. Depois de escritas 250 páginas, ele recebe uma carta de Wallace (Alfred Russel Wallace) explicando a mesma teoria em 20 páginas. Ele desiste do livro e adoece, com os mesmos sintomas de Annie. Ele vai se tratar onde ele havia levado a menina e consegue se recuperar. Quando volta, acaba o livro e pede que sua esposa o leia primeiro, para que ela dê a “opinião religiosa”, e caberia a ela decidir se o livro deveria ser publicado ou não. Depois de ler, Emma diz a Charles que o livro deve ser publicado.

A Origem das Espécies, 1859

Charles e Emma são interpretados por Paul Bettany e Jennifer Connelly, que são casados na vida real.

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