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Aulas Complementares


Alunos do terceiro, lembramos a todos que as aulas complementares e de aprofundamento continuarão até o fim da próxima semana. Os temas estabelecidos e os horários estão disponíveis nos murais da escola.

3º Zuckerberg.

 

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Graça Aranha


O futuro escritor e diplomata brasileiro nasceu em São Luís do Maranhão, no dia 21 de junho de 1868, batizado então como José Pereira da Graça Aranha. Sua família era próspera e culturalmente rica, o que propiciou ao autor intenso crescimento intelectual. Ele se graduou em Direito na Faculdade de Recife, onde teve como mestre ninguém menos que o filósofo, poeta, crítico e jurista brasileiro Tobias Barreto, o que o influenciaria profundamente.

Posteriormente ele assumiu os cargos de Juiz de Direito no Rio de Janeiro, ocupando depois a mesma função na cidade de Porto do Cachoeiro, no Espírito Santo, seguindo mais tarde a carreira diplomática. Neste município ele colheu os elementos necessários para criar sua obra-prima Canaã, um raro exemplar da literatura simbolista brasileira, lançado em 1902, alcançando grande sucesso na época.

Ele foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, tornando-se titular da cadeira número 38 mesmo sem ter ainda produzido nenhuma obra, pois revelara a Machado de Assis e Joaquim Nabuco alguns trechos de seu primeiro livro, Canaã. Nela ele narra como se desenrola a existência em uma colônia de imigrantes europeus no Espírito Santo. Os protagonistas, Milkau e Lentz, representam duas visões opostas sobre a nova terra em que se encontram.

Milkau acredita que alcançou a ‘terra prometida’, ou melhor, Canaã, o paraíso oferecido por Deus ao patriarca Abraão, história presente no Antigo Testamento. Já Lentz crê na superioridade da raça ariana, alimentando um racismo e um preconceito inconcebíveis, não conseguindo se adaptar ao novo contexto. Para este personagem, os mestiços que habitam o país são preguiçosos e ociosos.

Detentor de grande prestígio nos meios intelectuais, de uma seriedade ímpar, respaldada por sua atuação na criação da Academia Brasileira de Letras, que tentava conferir à literatura a unicidade então julgada necessária, não se estranha sua adesão ao Modernismo ter causado tanto impacto naquela época. De repente, o escritor conservador transforma seus pontos de vista literários e rompe com os padrões convencionais.

Suas influências provêm de origens distintas, tanto no campo filosófico quanto na esfera cultural. Por sua atuação na diplomacia ele tem a oportunidade de percorrer diversos países da Europa, nos quais se atualiza artisticamente, entrando em contato com correntes pós-simbolistas que então despertavam no continente europeu. Assim, ao retornar para o Brasil, ele traz consigo estes novos ideais e procura inseri-los na literatura brasileira.

Em 1922, Graça Aranha participa da Semana de Arte Moderna com um discurso de apresentação no Teatro Municipal de São Paulo, empreendendo uma contundente crítica às instituições que tentavam ditar as regras estéticas, decidindo o que era de bom gosto e de bom senso. Em 1924 ele não hesita em realizar na própria Academia de Letras uma palestra, intitulada ‘O Espírito Moderno’, que marca sua ruptura definitiva, na qual afirma ser este estabelecimento um equívoco, pois não consegue absorver as mudanças. O autor morre na cidade do Rio de Janeiro, no dia 26 de janeiro de 1931.

Além de Canaã, sua criação de maior valor, ele publicou: Malazarte, de 1911; A Estética da Vida, de 1921; Espírito Moderno, de 1925; Futurismo (manifesto de Marinetti e seus companheiros), de1926; A Viagem Maravilhosa, de1929; e O Manifesto dos Mundos Sociais, de 1935.

25 anos de Chernobyl


De todos os fatos que costumam mistificar as usinas nucleares os mais importantes foram a bomba atômica e mais recentemente o acidente nuclear da usina de Chernobyl, localizada na atual Ucrânia, a 120 km ao norte da cidade de Kiev.

Este acidente, considerado o maior acidente nuclear de todos os tempos, ocorreu em 26 de abril de 1986, no reator 4, durante um teste de rotina, onde várias regras de segurança foram desrespeitadas e a reação em cadeia atingiu níveis incontroláveis. O sistema de circulação de água do sistema primário, responsável pelo resfriamento do núcleo do reator, foi interrompido, gerando assim um superaquecimento do reator, que criou uma verdadeira bola de fogo dentro do edifício da planta, restultando em uma explosão de destruiu sua cobertura. Devemos lembrar que, diferente do que muitos pensam, esta explosão foi térmica e não nuclear.

O acidente de Chernobyl matou 31 pessoas instantaneamente, e provocou a evacuação de mais de 130.000 pessoas da região, em virtude da exposição à radiação. Depois do acidente surgiram vários casos de câncer, principalmente na glândula tireoide das crianças.

Chernobyl liberou para a atmosfera 400 vezes mais material radioativo do que a bomba atômica de Hiroshima. Ainda assim, liberou o equivalente a um milionésimo de todo o material radioativo liberado pelos testes nucleares realizados nas décadas de 50 e 60.

A cidade de Pripyat (que acomodava uma população de aproximadamente 45.000 pessoas, basicamente em função da usina nuclear) foi totalmente evacuada, e outra cidade, Slavutich, foi construída fora do perímetro da zona de exclusão para sediar essa população.

O governo russo, devido às barreiras políticas, procurou esconder o ocorrido da comunidade mundial, até que a radiação em altos níveis começou a ser detectada ao longo da Europa, principalmente na França, forçando-os a esclarecer os acontecimentos da usina nuclear de Chernobyl. Segue um trecho do pronunciamento do líder da União Soviética, na época do acidente:

“Boa tarde, meus camaradas. Todos vocês sabem que houve um inacreditável erro – o acidente na usina nuclear de Chernobyl. Ele afetou duramente o povo soviético, e chocou a comunidade internacional. Pela primeira vez, nós confrontamos a força real da energia nuclear, fora de controle.”

Mikhail Gorbachev

Hoje em dia as outras unidades da Central Nuclear de Chernobyl continuam em operação. Na unidade acidentada foi construído um “Sarcófago”, ou seja, um verdadeiro caixão de cimento construído por trabalhadores russos logo após o acidente para evitar a maior liberação de radiação para o meio ambiente. Esse Sarcófago previa constantes ajustes e reparos, que não vem ocorrendo.

Embora as usinas do Leste Europeu possuirem padrões de segurança, as unidades do tipo de Chernobyl não dispunham de envoltórios para contenção de radioatividade em situações de acidente, a exemplo de todas as usinas do ocidente.

Para ilustrar este fato, devemos exatamente citar outro acidente, ocorrido nos Estados Unidos, na usina nuclear de Three Mile Island, no estado da Pennsylvania, no ano de 1979.

Nesta planta, ocorreu o mesmo erro de Chernobyl. A grande diferença estava simplesmente no modelo da planta,  onde TMI possuia o chamada Envoltório de

Contenção, cúpulas de camadas de aço e cimento, para proteção tanto interna como externa. Foi exatamente esta barreira física que impediu que a radiação alcançasse o meio ambiente em altos níveis. Como a área do Envoltório de Contenção é restrita, nenhum operador foi afetado, e nenhuma pessoa morreu neste acidente, porém o núcleo do reator como em Chernobyl fundiu e continua inoperável até os dias de hoje.

As usinas brasileiras de Angra 1 e Angra 2 são projetadas de acordo com o modelo das usinas estadunidenses, onde é obrigatória a existência do envoltório de contenção. É muito comum encontrarmos pessoas sem nenhum conhecimento técnico relacionando as nossas usinas com o acidente de Chernobyl. Ou então encontramos pessoas com maior conhecimento, mas que por ideologias também procuram esquecer estes detalhes técnicos.

Além do acidente de Chernobyl, somente outro incidente foi reportado que resultou em morte: o acidente de Goiânia, com o Césio 137, que foi o segundo maior acidente nuclear do mundo. Novamente devemos mencionar que todos esses acidentes acima relacionados foram causados por imperícia humana, e que, por nenhuma vez, causado por deficiências materiais, como muitos alegam poder acontecer no Brasil

O Quinze, de Rachel de Queiroz


Análise da obra

Publicado em 1930, o romance O Quinze, de Rachel de Queiroz, renovou a ficção regionalista. Possui cenas e episódios característicos da região, com a procissão de pedir chuva, são traços descritivos da condição do retirante. O sentido reivindicatório, entretanto não traz soluções prontas, preferindo apontar os males da região através de observação narrativa.

Em O Quinze, primeiro e mais popular romance de Rachel de Queiroz, a autora exprime intensa preocupação social, apoiada, contudo, na análise psicológica das personagens, especialmente o homem nordestino, sob pressão de forças atávicas que o impelem à aceitação fatalista do destino. Há uma tomada de posição temática da seca, do coronelismo e dos impulsos passionais, em que o psicológico se harmoniza com o social.

A obra apresenta a seca do nordeste e a fome como conseqüência, não trazendo ou tentando dar uma lição, mas como imagem da vida.

Não percebe-se uma total separação entre ricos e pobres, e esta fusão é feita através da personagem Conceição que pertence realmente aos dois mundos. Evitando assim o perigo dos romances sociais na divisão entre “bons pobres” e “maus ricos”, não condicionando inocentes ou culpados.

Estrutura da obra

O título do livro evoca a terrível seca do Ceará de 1915. A própria família de Rachel foi obrigada a fugir do Ceará: foi para o Rio de Janeiro, depois para Belém do Pará. Compõe-se de 26 capítulos, sem títulos, enumerados.

A classificação de O Quinze é, sem dúvida, de romance regionalista de temática social. Mas com uma visão que foge ao clichê tradicional. Não há, na história, a divisão batida de \”pessoas boas e pobres\” e de \”pessoas más e ricas\”. A autora registrou no papel a sua emoção, sem condicionar o romance a uma tese ou à preocupação de procurar inocentes e culpado pela desgraça de cada um ou mesmo do grupo envolvido na história.

A história é recheada de amarguras. Bastaria a saga da família de Chico Bento para marcar o romance com as cores negras da desgraça. A morte está por toda parte. Está no calvário da família de retirantes, está em cada parada da caminhada fatigante, está no Campo de Concentração. Morte de gente e de bichos.

A história de amor entre Vicente e Conceição poderia ser o lado bom e humano da história. Não é. A falta de comunicação entre os dois, o desnível cultural que os separa constituem ingredientes amargos para um desfecho infeliz. É como se a seca, responsável por tantos infortúnios, fosse causadora de mais um: a impossibilidade de ser feliz para quem tem consciência da miséria.

Romance de profundidade psicológica. A análise exterior dos personagens existe, mas sem relevo especial dentro do livro. A autora vai soltando uma característica aqui, outra além, sem interromper a narrativa para minúcias. O lado introspectivo, psicológico é uma constante em toda a narrativa. Ao mesmo tempo em que o narrador informa as ações dos personagens, introduz interrogações e dúvidas que teriam passado por sua cabeça, por seu espírito.

Tempo

A autora situa a história do romance no Ceará de 1915. O fato histórico importante da época era a própria seca, obrigando os filhos da terra, principalmente do sertão, a migrarem para o Amazonas ou para São Paulo, à procura de vida melhor. Não há avanços nem recuos. A história é contada em linha reta, valorizando o presente, o cotidiano das pessoas. O passado é evocado raramente, muito mais por Conceição. A passagem do tempo dentro do romance é marcada de maneira tradicional, obedecendo à seqüência de início, meio e fim.

Cenário

O cenário do romance é o Ceará. Especificamente, a região de Quixadá, onde se situam as fazendas de Dona Inácia (avó de Conceição), do Capitão (pai de Vicente) e de Dona Maroca (patroa de Chico Bento).

Há também, em menor escala, o cenário urbano, destacando a capital, Fortaleza, para onde migram os retirantes e onde mora Conceição.

Linguagem

O sucesso do livro está atrelado à simplicidade da linguagem (a mais difícil das virtudes literárias!). Não há exibicionismo da autora no uso de palavreado erudito. Mesmo quando a dona da palavra é uma professora (Conceição), o diálogo flui espontâneo, normal, cotidiano.

Sua linguagem é natural, direta, coloquial, simples, sóbria, condicionada ao assunto e á região, própria da linguagem moderna brasileira. A estas características deve-se ao não envelhecimento da obra, pois sua matéria está isenta do peso da idade. Em O Quinze, Rachel usa o que lhe deu fama imediata: uma linguagem regionalista sem afetação, sem pretensão literária e sem vínculo obrigatório a um falar específico (modismo comum na tendência regionalista).

A sobriedade da construção, a nitidez das formas, a emoção sem grandiloqüência, a economia de adjetivos são recursos perceptíveis em todo o livro.

Foco narrativo

O Quinze é romance narrado na terceira pessoa, ou seja, o narrador é a própria autora. O narrador é onisciente. Estando fora da história, o narrador vai penetrando na intimidade dos personagens como se fosse Deus. Sabe tudo sobre eles, por dentro e por fora. Conhece-lhes os desejos e adivinha-lhes o pensamento.

Discurso livre indireto. Em vez de apresentar o personagem em sua fala própria, marcada pelas aspas e pelos travessões (discurso direto), o narrador funde-se ao personagem, dando a impressão de que os dois falam juntos. Isto faz com que o narrador penetre na vida do personagem, no seu íntimo, adivinhando-lhe os anseios e dúvidas.

Confira o resto da análise/resumo sobre a obra em: http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/o/o_quinze

Ideologia


Nas ciências sociais, filosofia e áreas afins, o termo ideologia é empregado com muita freqüência. Em uma de suas canções, o músico e letrista brasileiro Cazuza fez uma crítica sagaz à ausência de uma ideologia para seguir nos tempos atuais.

O verso de Cazuza – “Ideologia. Eu quero uma pra viver”  pode ser nosso ponto de partida para perguntar: mas afinal, qual é o significado desse termo e como ele surgiu?

O conceito ideologia foi criado pelo francês Antoine Louis Claude Destutt de Tracy (1754-1836). Este filósofo o empregou pela primeira vez em seu livro “Elementos de Ideologia”, de 1801. para designar o “estudo científico das idéias”.

Destutt de Tracy usou alguns métodos e teorias das ciências naturais (física e biologia basicamente) para compreender a origem e a formação das idéias (razão, vontade, percepção, moral, entre outras) a partir da observação do indivíduo em interação com o meio ambiente.

Novos significados de ideologia

Nas décadas seguintes à publicação do livro de Destutt de Tracy, o termo ideologia foi utilizado com outros significados. Ele também reaparece de maneira recorrente nos estudos dos filósofos e pensadores que fundaram a sociologia.

O francês Auguste Comte, criador da doutrina positivista, compartilha da definição de Destutt de Tracy: a ideologia é uma atividade filosófico-científica que estuda a formação das idéias a partir da observação do homem no seu meio ambiente.

Por outro lado, o sociólogo francês Émile Durkheim usa o termo de maneira distinta. Para Durkheim, os fatos sociais são considerados objetos únicos de estudo da sociologia. Na perspectiva durkheimiana, as idéias e valores individuais (ou seja, a ideologia) são irrelevantes porque os fatos sociais são manifestações externas, isto é, estão fora e acima das mentes de cada sujeito que integra a sociedade.

Portanto, para Durkheim, a ideologia é negativa porque nasce de uma noção “pré-científica” e, por isso mesmo, imprópria para o estudo objetivo da realidade social.

A ideologia segundo Marx

A referência ao pensador e filósofo alemão Karl Marx, é muito importante para qualquer estudo sobre os significados do termo ideologia. O estudo mais relevante de Marx sobre o tema é o texto chamado de “A Ideologia Alemã”. Para Marx, a produção das idéias não pode ser analisada separadamente das condições sociais e históricas nas quais elas surgem.

Em “A Ideologia Alemã”, o fundador do marxismo dirige inúmeras críticas a vários filósofos e ideólogos alemães justamente para demonstrar que o pensamento, as idéias e as doutrinas produzidas por eles não são neutras. Muito pelo contrário, elas estão impregnadas de noções, isto é, de ideologias provenientes das condições sociais particulares da Alemanha daquele período.

Marx também distingue tipos de ideologias que são produzidas: política, jurídica, econômica e filosófica. Com base nos pressupostos teóricos do materialismo histórico, o pensador alemão demonstra que a ideologia é determinada pelas relações de dominação entre as classes sociais.

Ao se referir à ideologia burguesa, Marx entende que as idéias e representações sociais predominantes numa sociedade capitalista são produtos da dominação de uma classe social (a burguesia) sobre a classe social dominada (o proletariado).

A existência da propriedade privada e as diferenças entre proprietários e não-proprietários aparecem, por exemplo, nas representações sociais dos indivíduos como algo que sempre existiu e que faz parte da “ordem natural” das coisas. Essas representações sociais, porém, servem aos interesses da burguesia, classe social que controla os meios de produção numa sociedade capitalista.

Função social da ideologia

Na perspectiva marxista , a ideologia é um conceito que denota “falsa consciência”: uma crença mistificante que é socialmente determinada e que se presta a estabilizar a ordem social vigente em benefício das classes dominantes. Quando a ideologia da classe dominante sofre sérios abalos, devido ao surgimento de conflitos sociais (contradições sociais), há riscos de ocorrer uma ruptura da ordem social vigente por um movimento revolucionário.

Historicamente, a burguesia também foi uma classe revolucionária que rompeu com a ordem social do feudalismo e impôs o modo de produção capitalista. Portanto, Marx argumenta que na ordem social capitalista, o proletariado, ou seja, todos aqueles que não são proprietários dos meios de produção e precisam vender sua força de trabalho para sobreviver – são os sujeitos depositários da esperança de uma ruptura revolucionária.

Para que isso ocorra, entretanto, o proletariado precisa primeiramente romper com a ideologia burguesa. E isso só se torna possível quando ele toma consciência de sua condição de classe dominada e explorada.

Uso corrente do termo “ideologia”

Nas pesquisas sociológicas empíricas (ou seja, de caráter não-teórico), é bastante comum o emprego do termo ideologia. Porém, ele é utilizado como recurso metodológico.

O objetivo é somente descrever o conjunto de idéias, valores ou crenças que orientam a percepção e o comportamento dos indivíduos sobre diversos assuntos ou aspectos sociais, como, por exemplo, as opiniões e as preferências que os indivíduos têm sobre o sistema político vigente, a ordem pública, o governo, as leis, as condições econômicas e sociais, entre outros.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/sociologia/ideologia-termo-tem-varios-significados-em-ciencias-sociais.jhtm

Slides da América Latina


America Latina

Juscelino Kubitschek


Com o suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de Agosto de 1954, abriu-se um buraco no poder e também na herança política, perseguida por seus simpatizantes e adversários. Para substituí-lo tentaram lançar uma candidatura de “união nacional”, com a adesão de dois dos maiores partidos políticos da época: o Partido Social Democrático (PSD) e a União Democrática Nacional (UDN). Eles teriam um candidato único, que uniria a direita e o centro e evitaria uma nova candidatura radical como era a “getulista”.

Esta idéia, porém, não se concretizou e, em 10 de Fevereiro de 1955, o PSD homologou o nome de Juscelino Kubitschek como candidato à presidência da República. JK sabia que precisava do apoio de uma base sólida e da aceitação popular, como tinha o PTB, partido de Vargas e que tinha João Goulart como candidato à presidência. Poucos dias após a homologação de JK como candidato do PSD, o PTB selou acordo tendo João Goulart (Jango) concorrendo como vice-presidente.

Muitas foram as tentativas dos “anti-getulistas” para inviabilizar a campanha JK-Jango, apoiada, inclusive, pelo Partido Comunista Brasileiro. A UDN era a principal rival dessa coligação, com intenções escancaradas de impedir a qualquer custo a vitória de JK, inclusive usando de meios ilícitos para cumprir seu objetivo.

Nas eleições de 3 de Outubro de 1955, JK elegeu-se com 36% dos votos válidos, contra 30% de Juarez Távora (UDN), 26% de Ademar de Barros (PSP) e 8% de Plínio Salgado (PRP). Naquela época, as eleições para presidente e vice não eram vinculadas, mas Jango foi o melhor votado para vice, recebendo mais votos do que JK e pôde, em 31 de Janeiro de 1956, sentar-se ao lado de seu companheiro de chapa para governar o país.

O governo desenvolvimentista

O governo de JK é lembrado como de grande desenvolvimento, incentivando o progresso econômico do país por meio da industrialização. Ao assumir sua candidatura, ele se comprometeu a trazer o desenvolvimento de forma absoluta para o Brasil, realizando 50 anos de progresso em apenas cinco de governo, o famoso “50 em 5”.

Seu mandato foi marcado por grande calmaria política, sofrendo apenas dois movimentos de contestação por medo das tendências esquerdistas do presidente: as revoltas militares de Jacareacanga, em fevereiro de 1956 e de Aragarças, em dezembro de 1959. As duas contaram com pequeno número de insatisfeitos, sendo ambas reprimidas pelas Forças Armadas. Com o fim das revoltas, Juscelino concedeu “anistia ampla e irrestrita” a todos os envolvidos nos acontecimentos.

Para saber mais: http://www.brasilescola.com/historiab/juscelino-kubitschek.htm

Filmes sobre 2º Guerra


Para quem quiser aprofundar o conhecimento sobre a 2º guerra, ideologia nazista/fascista, consequências e outros tópicos, achamos um blog bastante interessante que dispõe vários documentários e filmes para download.

http://filmessegundaguerra.blogspot.com/

 

PARTIDOS EUROPEUS DE EXTREMA DIREITA VOLTAM A GANHAR FORÇA


A Diretiva do Retorno e o retorno da extrema direita

 A volta de grupos de extrema-direita, com propostas radicais de combate à imigração, em vários países europeus, reflete a ascensão da xenofobia nos moradores natais. Por motivos de revolta pela suposta perda de empregos e serviços sociais para os imigrantes, pelo não reconhecimento de uma cultura diferente ou por quaisquer outros pontos, uma grande parcela da população europeia decidiu apoiar medidas radicais e problemáticas. Uma delas é a Diretiva do Retorno (ou “Diretiva de Vergonha”, como foi apelidada), aprovada pelo Parlamento da União Europeia em 2008.

 

“A Diretiva do Retorno é uma materialização desse ódio pelo imigrante.”

A diretiva instaura leis que criminalizam o imigrante ilegal e o pune mais severamente. Desde 2010, os imigrantes pegos, inclusive menores, podem ser retidos em uma prisão especial por até 18 meses. Depois disso, devem manter-se afastados dos países da União Europeia por cinco anos.

“Por sua condição de excedente no interior do Estado que adotou, o imigrante é uma ameaça que provém do exterior. Não está autorizado a entrar em conflito com os que legitimamente pertencem ao Estado-nação. Não pode lutar pelo poder político.” A afirmação do sociólogo argelino Abdelmaleck Sayad, grande estudioso dos movimentos migratórios, define a situação à qual o imigrante se enquadra, quando no país de destino.

Nativos dos países europeus veem aqueles necessitados que chegam com a vontade de ficar como um excesso de contingente que não tem legitimidade para reivindicar o direito permanecer. Assim, também não podem fixar-se como cidadãos daquele lugar, sendo privados de serviços sociais, de saúde e de educação. Na contrapartida, muitos nativos aproveitam-se do desespero do migrante e relegam a este os serviços mais desgostosos e menos remunerados. Um mercado ilegal é formado, e não só pelo viajante ilegal.

Para aqueles que se julgam prejudicados, que sentem seus países sendo invadidos pelo vírus da pobreza e do caos, cresce um sentimento de indignação. Há uma raiva que, em muitos casos, é retroalimentada pelo poder de designar as condições mais subumanas àqueles que chegam já numa situação crítica.

A Diretiva do Retorno é uma materialização desse ódio pelo imigrante, o audaz que se desloca da sua terra e vai concorrer no mercado de trabalho com os puros europeus. A diretiva é uma norma da União Europeia que não impõe de forma direta as regras, como seria o caso de um regulamento. Porém, deve ser levada aos diversos ordenamentos jurídicos através dos processos legislativos nacionais. Diferentes países têm diferentes características e, assim, certa autonomia para a aplicação da diretiva. Mas as bases dela em si já são problemáticas.

Os pontos aprovados na Diretiva da Vergonha instauram uma caça ao imigrante. Mantê-lo preso em cárceres não especificados – ditos “especiais – e, depois, mantê-lo afastado de qualquer país da União Europeia, parece mais uma crise de histeria do que uma política equilibrada de resolver o excesso de imigração sem marginalizar o imigrante.

A medida foi aprovada por todos os países-membro do Parlamento Europeu. A posição de outros países, como os do bloco do MERCOSUL, foi crítica e contrária à aprovação. Notas de repúdio foram publicadas. Lula, em junho de 2008, disse “Não é proibindo pobre de ir para a Europa, é ajudando a desenvolver os países pobres. Por isso que falamos tanto na construção de parcerias.” Chávez, o presidente venezuelano, falou em cortar a exportação de petróleo a países que aprovassem a medida. Uma carta, antes da votação, foi entregue ao Parlamento por mais de 50 artistas, entre eles Manu Chao, pedindo que a Diretiva não fosse aprovada. Nada adiantou e nunca mais se viu notícias sobre a aplicação das novas medidas.

Tanta a diretiva quanto a ascensão de grupos e partidos de extrema direita na Europa representam um grande problema no continente: a xenofobia.

A extrema direita ganha força

Uma onda de mudanças tem passado pela Europa. Motivados pela insatisfação com as políticas de imigração, países que antes recebiam estrangeiros em grande quantidade estão agora se mostrando desagradados. A votação no ano passado, na Suécia, resultou em vagas para o partido de extrema-direita no Parlamento. A reação do primeiro-ministro, da centro-esquerda sueca, é publicamente desgostosa. Ele qualifica a extrema-direita de “xenófoba e populista”. O jornal Svenska Dagbladet publicava em suas páginas: “Um governo de centro-direita sem maioria, uma Social Democracia destroçada, e um partido com raízes no extremismo de ultradireita detendo o equilíbrio do poder.” As manifestações mostravam o estranhamento com a radical mudança no panorama político da Suécia.

Por que a população teria escolhido, então, esse partido retrógrado? Descontentamento. Parece que estão lavando as mãos quanto à democracia e abrindo brechas a políticas graves de extermínio à imigração. Na Suécia, os imigrantes já representam 14% da população, segundo dados de censos. Com 31 anos, o militante do Democratas (como se chama o partido da extrema direita sueco) Jimmie Akesson deu um rosto renovado ao partido e conquistou uma simpatia significativa entre os jovens.

Preocupados com a inserção no mercado de trabalho e com medo da concorrência com imigrantes, a população jovem votou em peso nas ideias de Jimmie. O desemprego atinge cerca de 21% de jovens com idade entre 20 e 24 anos e a crise econômica na Europa poda as perspectivas de acabar com esses dados.

Na Suécia, o partido de extrema-direita representa, agora, 5% do Parlamento. Em outros países da Europa essa representação chega a 15%. A nova face sueca surpreendeu não porque esse era um fenômeno atípico no território europeu atualmente, mas por o país ter sido sempre mais pacífico e tranqüilo com essa questão. Há uma lei recente lá, inclusive, que permite que pessoas de países vizinhos possam trabalhar em território sueco. Espera-se que a entrada das pautas racistas no Parlamento não destruam essas iniciativas.

 

Democratas, partido da extrema-direita da Suécia

Na Espanha, o partido de extrema-direita mostrou recentemente sua ideologia xenófoba e agressiva. Em campanha eleitoral no município de Igualada, um vídeo foi lançado na internet. Nas imagens, moças de mini-saia pulam corda ao som de uma música tradicional espanhola. Depois de um corte, aparecem mulheres de burka dançando ritmos árabes. Em seguida, uma frase dizendo que aquela seria a imagem de 2015 na cidade, mas que esse “pesadelo” poderia ser impedido. A população acaba acostumando-se a esse tipo de pensamento e aderindo aos argumentos da extrema-direita, que julga os imigrantes como os responsáveis por toda a criminalidade e desemprego no país.

Na Finlândia, em abril desse ano, para dar mais um exemplo, o partido nacionalista de extrema-direita Verdadeiros Finlandeses conseguiu 39 dos 200 assentos parlamentares (oito vezes mais que nas eleições de 2007). Liderado pelo populista Timo Soini, o Verdadeiros Finlandeses defendeu, na campanha, a saída da Finlândia da União Europeia e do Protocolo de Quioto e a limitação da imigração.

Disse Soini: “O mais importante é que a Finlândia não precise pagar pelos erros dos outros” e defendeu uma política economica social só para os finlandeses. Parte da população começa a concordar com esse tipo de ideias e, assim, a direcionar a solidariedade apenas para os nativos, porque eles seriam os únicos preocupados com a evolução do país. Ideias retrógradas entram na pauta do parlamento e dão indícios da perda do bom senso nos ares da política.

Na Hungria, na Constituição recém aprovada, o país se declara uma nação cristã, dando mais uma mostra de intolerância com outras religiões (asiáticos e africanos constituem grande parte dos imigrantes). Lá, a extrema-direita venceu eleições em 2010.

Essa mudança no panorama político europeu, tendo em vista os problemas com a imigração, poderia ser explicada com o pensamento do sociólogo Sayad: “Do ponto de vista político, das suas relações com o Estado, outros já vivenciaram ao longo da história e por outros meios essa exclusão que aparece como legitimada. Assim foi com os escravos – e ainda o é com os apátridas, os deportados, os refugiados. O imigrante desmascara as fragilidades da ordem nacional, expõe a arbitrariedade de seus pressupostos e encarna o perigo porque vive fora do mundo comum, do mundo nacional.”

As políticas de fechamento de fronteiras e reestruturação do que seria um Estado nacional mais puro são mal concebidas, principalmente porque a ideia de pureza já deu provas de que aflora racismos, e também mal pensadas. “As políticas européias foram todas baseadas, principalmente, no princípio de que protegendo nossas fronteiras e impedindo as pessoas de entrar não seria preciso fazer mais nada. Sempre haverá pessoas que vão entrar, e em condições bem piores do que se fosse feito de uma maneira organizada”, disse Maryse Tripier, da Universidade Paris 7-Denis Diderot e co-autora do livro Sociologia da Imigração, em entrevista.

A Organização das Nações Unidas fala em encarar a imigração como uma solução, já que é baixa taxa demográfica da Europa. Mas os estrangeiros já foram responsáveis por 89% do crescimento no continente entre 1999 e 2000 e as sociedades européias não encarnam bem essa visão positiva da ONU. Chamam de invasão a migração e esquecem que foi ela que os enriqueceu e nutriu a vanguarda modernizadora europeia.

Espera-se que a agitação por mudanças na Europa não continue conduzindo medidas e atitudes grotescas e retrógradas. E, enquanto crescem os países que aderem à histeria conservadora, analistas buscam um meio de fomentar o pacifismo e a convivência harmônica. É um desafio, mas os indícios mostram a urgência em redesenhar os rumos do respeito. O asseguramento dos direitos, não importa a que ser humano e nem de qual nacionalidade ele é, deve ficar livre interpretações restritivas e excludentes.

Fonte: http://www.revistaovies.com/artigos/2011/05/imigracoes-e-a-nova-ascensao-da-extrema-direita-europeia/

A ASCENSÃO DO NAZISMO DE HITLER


Após sua prisão devido ao comando do Putsch da Cervejaria (tentativa de golpe de Adolf Hitler e seu Partido Nazista contra o governo da região alemã da Baviera), Hitler foi considerado relativamente inofensivo e anistiado, sendo libertado da prisão em dezembro de 1924. Por este tempo, o partido nazista mal existia e Hitler necessitaria de um grande esforço para reconstrui-lo.

Nestes anos, ele fundou um grupo que mais tarde se tornaria um dos seus instrumentos fundamentais na persecução dos seus objetivos. Uma vez que o Sturmabteilung (“Tropas de choque” ou SA) de Röhm, não eram confiáveis e formavam uma base separada de poder dentro do partido, ele estabeleceu uma guarda para sua defesa pessoal, a Schutzstaffel (“Unidade de Proteção” ou SS). Esta tropa de elite em uniforme preto seria comandada por Heinrich Himmler, que se tornaria o principal executor dos seus planos relativamente à “Questão Judia” durante a Segunda Guerra Mundial.

Criou também numerosas organizações de filiação (Juventudes Hitleristas, associações de mulheres, etc.). O Partido Nazi teve em 1929 uma progressão semelhante à do partido fascista de Benito Mussolini, beneficiando-se do mal-estar econômico, político e social decorrente da derrota de 1918 e, depois, da crise de 1929.

Um elemento vital do apelo de Hitler era o sentimento de orgulho nacional ofendido pelo Tratado de Versalhes imposto ao Império Alemão pelos aliados. O Império Alemão perdeu território para a França, Polônia, Bélgica e Dinamarca, e teve de admitir a responsabilidade única pela guerra, desistir das suas colónias e da sua marinha e pagar uma grande soma em reparações de guerra, um total de $6.600.000 (32 bilhões de marcos). Uma vez que a maioria dos alemães não acreditava que o Império Alemão tivesse começado a guerra e não acreditava que havia sido derrotado, eles ressentiam-se destes termos amargamente. Apesar das tentativas iniciais do partido de ganhar votos culpando o “judaísmo internacional” por todas estas humilhações não terem sido particularmente bem sucedidas com o eleitorado, a máquina do partido aprendeu rapidamente e em breve criou propaganda mais sutil – que combinava o Antissemitismo com um ardente ataque às falhas do “sistema Weimar” (a República de Weimar) e os partidos que o suportavam. Esta estratégia começou a dar resultados.

Historiadores afirmam que uma propaganda demagógica, que explorava habilmente essas frustrações e o sentimento anti-semita generalizado da sociedade alemã da época, apresentando os judeus como bode expiatório dos problemas sociais, permitiu aos nazistas implantarem-se na classe média e entre os operários, ao mesmo tempo em que o abandono do programa social inicial lhes trazia o apoio da classe dirigente e dos meios industriais.

O ponto de virada em benefício de Hitler veio com a Grande Depressão que atingiu a Alemanha em 1930. O regime democrático estabelecido na Alemanha em 1919, a chamada República de Weimar, nunca tinha sido genuinamente aceita pelos conservadores e tinha a oposição aberta dos fascistas.

Os sociais democratas e os partidos tradicionais de centro e direita eram incapazes de lidar com o choque da depressão e estavam envolvidos no sistema de Weimar. As eleições de Setembro de 1930 foram uma vitória para o partido Nazi, que de repente se levantou da obscuridade para ganhar mais de 18% dos votos e 107 lugares no “Reichstag” (parlamento alemão), tornando-se o segundo maior partido. A sua subida foi ajudada pelo império de mídia controlado por Alfred Hugenberg, de direita.

Hitler ganhou sobretudo votos entre a classe média alemã, que tinha sido atingida pela inflação dos anos 1920 e o desemprego oriundo da grande depressão. Agricultores e veteranos de guerra foram outros grupos que apoiaram em especial os nazistas. As classes trabalhadoras urbanas, em geral, ignoraram os apelos de Hitler. As cidades de Berlim e da Bacia do Ruhr (norte da Alemanha protestante) eram-lhe particularmente hostis.

Nas eleições de julho de 1932, os nazistas tiveram o seu melhor resultado até então, obtendo 230 lugares no parlamento e tornando-se o maior partido alemão. Uma vez que nazistas e comunistas detinham a maioria do Reichstag, a formação de um governo estável de partidos do centro era impossível e no seguimento do voto de desconfiança no governo Papen, apoiado por 84% dos deputados, o parlamento recém-eleito foi dissolvido e foram convocadas novas eleições.

Papen e o Partido do Centro tentaram agora abrir negociações assegurando a participação no governo, mas Hitler fez grandes exigências, incluindo o posto de Chanceler e o acordo do presidente para poder usar poderes de emergência de acordo com o artigo 48 da Constituição de Weimar.

Uma vez que Papen falhara na sua tentativa de assegurar uma maioria através da negociação e trazer os nazistas para o governo, Hindenburg demitiu-o e nomeou para o seu lugar o General Kurt von Schleicher, há muito uma figura influente e que recentemente ocupara o cargo de Ministro da Defesa, que prometeu assegurar um governo maioritário com negociações quer com os sindicatos sociais democratas quer com os dissidentes da facção nazi liderada por Gregor Strasser.

Enquanto Schleicher procurava realizar a sua difícil missão, Papen e Alfred Hugenberg, que era também presidente do Partido Popular Nacional Alemão (DNVP), o maior partido de direita da Alemanha antes da ascensão de Hitler, conspiravam agora para convencer Hindenburg a nomear Hitler Chanceler numa coligação com o DNVP, prometendo que eles o iriam controlar. Quando Schleicher foi forçado a admitir a falha dos seus esforços, e pediu a Hindenburg para dissolver novamente o Reichstag, Hindenburg demitiu-o e colocou o plano de Papen em execução, nomeando Hitler Chanceler, Papen como Vice-Chanceler e Hugenberg como Ministro das Finanças, num gabinete que ainda incluía três Nazis – Hitler, Göring e Wilhelm Frick. A 30 de Janeiro de 1933, Adolf Hitler prestou juramento oficial como Chanceler na Câmara do Reichstag, perante o aplauso de milhares de simpatizantes nazistas.

Mas nem o próprio Hitler nem o seu partido obtiveram alguma vez uma maioria absoluta. Nas últimas eleições livres, os nazis obtiveram 33% dos votos, obtendo 196 lugares num total de 584. Mesmo nas eleições de Março de 1933, que tiveram lugar após o terror e violência terem varrido o Estado, os nazis obtiveram 44% dos votos. O partido obteve o controle de uma maioria de lugares no Reichstag através de uma coligação formal com o DNVP. No fim, os votos adicionais necessários para propugnar a lei de aprovação do governo – que deu a Hitler a autoridade ditatorial – foram assegurados pelos nazistas pela expulsão de deputados comunistas e da intimidação de ministros dos partidos do centro. Numa série de decretos que se seguiram pouco depois, outros partidos foram suprimidos e toda a oposição foi proibida. Em poucos meses, Hitler tinha adquirido o controle autoritário do país e enterrou definitivamente os últimos vestígios de democracia.

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