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25 anos de Chernobyl


De todos os fatos que costumam mistificar as usinas nucleares os mais importantes foram a bomba atômica e mais recentemente o acidente nuclear da usina de Chernobyl, localizada na atual Ucrânia, a 120 km ao norte da cidade de Kiev.

Este acidente, considerado o maior acidente nuclear de todos os tempos, ocorreu em 26 de abril de 1986, no reator 4, durante um teste de rotina, onde várias regras de segurança foram desrespeitadas e a reação em cadeia atingiu níveis incontroláveis. O sistema de circulação de água do sistema primário, responsável pelo resfriamento do núcleo do reator, foi interrompido, gerando assim um superaquecimento do reator, que criou uma verdadeira bola de fogo dentro do edifício da planta, restultando em uma explosão de destruiu sua cobertura. Devemos lembrar que, diferente do que muitos pensam, esta explosão foi térmica e não nuclear.

O acidente de Chernobyl matou 31 pessoas instantaneamente, e provocou a evacuação de mais de 130.000 pessoas da região, em virtude da exposição à radiação. Depois do acidente surgiram vários casos de câncer, principalmente na glândula tireoide das crianças.

Chernobyl liberou para a atmosfera 400 vezes mais material radioativo do que a bomba atômica de Hiroshima. Ainda assim, liberou o equivalente a um milionésimo de todo o material radioativo liberado pelos testes nucleares realizados nas décadas de 50 e 60.

A cidade de Pripyat (que acomodava uma população de aproximadamente 45.000 pessoas, basicamente em função da usina nuclear) foi totalmente evacuada, e outra cidade, Slavutich, foi construída fora do perímetro da zona de exclusão para sediar essa população.

O governo russo, devido às barreiras políticas, procurou esconder o ocorrido da comunidade mundial, até que a radiação em altos níveis começou a ser detectada ao longo da Europa, principalmente na França, forçando-os a esclarecer os acontecimentos da usina nuclear de Chernobyl. Segue um trecho do pronunciamento do líder da União Soviética, na época do acidente:

“Boa tarde, meus camaradas. Todos vocês sabem que houve um inacreditável erro – o acidente na usina nuclear de Chernobyl. Ele afetou duramente o povo soviético, e chocou a comunidade internacional. Pela primeira vez, nós confrontamos a força real da energia nuclear, fora de controle.”

Mikhail Gorbachev

Hoje em dia as outras unidades da Central Nuclear de Chernobyl continuam em operação. Na unidade acidentada foi construído um “Sarcófago”, ou seja, um verdadeiro caixão de cimento construído por trabalhadores russos logo após o acidente para evitar a maior liberação de radiação para o meio ambiente. Esse Sarcófago previa constantes ajustes e reparos, que não vem ocorrendo.

Embora as usinas do Leste Europeu possuirem padrões de segurança, as unidades do tipo de Chernobyl não dispunham de envoltórios para contenção de radioatividade em situações de acidente, a exemplo de todas as usinas do ocidente.

Para ilustrar este fato, devemos exatamente citar outro acidente, ocorrido nos Estados Unidos, na usina nuclear de Three Mile Island, no estado da Pennsylvania, no ano de 1979.

Nesta planta, ocorreu o mesmo erro de Chernobyl. A grande diferença estava simplesmente no modelo da planta,  onde TMI possuia o chamada Envoltório de

Contenção, cúpulas de camadas de aço e cimento, para proteção tanto interna como externa. Foi exatamente esta barreira física que impediu que a radiação alcançasse o meio ambiente em altos níveis. Como a área do Envoltório de Contenção é restrita, nenhum operador foi afetado, e nenhuma pessoa morreu neste acidente, porém o núcleo do reator como em Chernobyl fundiu e continua inoperável até os dias de hoje.

As usinas brasileiras de Angra 1 e Angra 2 são projetadas de acordo com o modelo das usinas estadunidenses, onde é obrigatória a existência do envoltório de contenção. É muito comum encontrarmos pessoas sem nenhum conhecimento técnico relacionando as nossas usinas com o acidente de Chernobyl. Ou então encontramos pessoas com maior conhecimento, mas que por ideologias também procuram esquecer estes detalhes técnicos.

Além do acidente de Chernobyl, somente outro incidente foi reportado que resultou em morte: o acidente de Goiânia, com o Césio 137, que foi o segundo maior acidente nuclear do mundo. Novamente devemos mencionar que todos esses acidentes acima relacionados foram causados por imperícia humana, e que, por nenhuma vez, causado por deficiências materiais, como muitos alegam poder acontecer no Brasil

Cientistas dizem que boa parte da água na Terra veio de cometas.


Uma boa proporção de água dos oceanos pode ter se originado dos cometas, mais do que era estimado até agora, segundo um grupo de cientistas que estudou um desses corpos celestes.

Essa conclusão é de autoria de uma equipe internacional de especialistas coordenada por Paul Hartogh, do Instituto Max-Planck, da Alemanha, para Estudos do Sistema Solar, após detectar pela primeira vez em um cometa água com uma composição similar à dos oceanos terrestres.

A pesquisa, publicada na quarta-feira na revista britânica “Nature”, pôde ser realizada graças aos instrumentos do Observatório Espacial Herschel, da ESA (Agência Espacial Europeia).

Os cientistas descobriram que a água dos oceanos terrestres tem a mesma composição que o gelo encontrado em um cometa identificado como 103P/Hartley 2, da família de Júpiter, cuja origem está no cinturão de Kuiper, um conjunto de corpos de cometa fora da órbita de Netuno.

Para chegar a esta conclusão, Hartogh e seus companheiros determinaram a proporção de deutério e hidrogênio pesado (D/H) na água do 103P/Hartley 2.

Outros seis cometas, analisados nos últimos anos com o mesmo equipamento, deram valores muito diferentes do D/H existente em nossos oceanos. Por isso que não apresentaram mais de 10% de água terrestre.

As análises sobre a origem dos oceanos foram motivo de debate já que várias pesquisas apontavam que procedeu principalmente do impacto dos asteroides com a Terra.

Hartogh explicou à agência de notícias Efe que, no seu período de formação, a Terra era muito seca e por isso a água existente nesse momento evaporou no espaço.

Segundo os cientistas, a água deve ter surgido 8 milhões de anos depois, por isso a possível origem da água vem de cometas e asteroides.

É possível estabelecer de onde procedeu a água analisando a composição isotópica, especialmente a proporção de deutério de hidrogênio (D/H), assinalou o cientista.

Segundo Hartogh, os asteróides de carbono do chamado cinturão de asteroides exterior, uma região relativamente fria, possuem uma relação de D/H similar à dos oceanos terrestres.

Por outro lado, os cometas possuem mais quantidade de água e seu D/H é duas vezes maior que a água da Terra, razão pela qual apenas uma pequena proporção de água pode ter sido procedida deles.

Porém, esses cometas, localizados na nuvem Oort e fora de nosso Sistema Solar, possuem uma origem diferente ao do identificado agora.

“O cometa 103P/Hartley 2 tem a mesma proporção que a água dos oceanos da Terra. Como conclusão, mais quantidade de água do que se pensava pode ter vindo dos cometas”, afirmou Hartogh.

Empresa confirma vazamento de líquido radioativo em mar do Japão


Vazamento ocorre por rachadura de cerca de 20 centímetros em usina.
Funcionários da Tepco tentam fechar buraco com cimento.

 

Responsável pela gestão da usina nuclear de Fukushima, no Japão, a empresa Tokyo Electric Power (Tepco) confirmou neste sábado (2) o vazamento de um líquido altamente radioativo para o Oceano Pacífico.

O vazamento ocorre por uma rachadura de cerca de 20 centímetros na parede de uma fossa perto do reator 2, que tem água com alto nível de radiação numa profundidade entre 10 e 20 centímetros.

Agora, funcionários da empresa trabalham para conter o vazamento. A intenção é tampar a rachadura usando cimento. A Tepco também investiga se há outros vazamentos.

Nesta quinta-feira (31), a operadora informou que o nível de radiação na água de uma canalização subterrânea fora do prédio do reator 2 da usina estava mais de 10 mil vezes acima do nível normal permitido nos reatores. A Tepco também achou radiação em água do solo perto do reator 1.

Operários da usina ainda tentam drenar a água radioativa que se acumulou em diversas áreas dos reatores 1, 2 e 3. Além disso, é preciso restaurar o resfriamento dos reatores.

 

Fonte:

http://g1.globo.com/tsunami-no-pacifico/noticia/2011/04/empresa-confirma-vazamento-de-liquido-radioativo-em-mar-do-japao.html

http://www.guiame.com.br/images_materia/materia/j_17145.jpg

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