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Mulheres e a política


No penúltimo post da série, veremos como foi o desenvolvimento da participação feminina na política brasileira, em especial. Apesar de ter esse direito garantido e ser a maioria da população brasileira, as mulheres não são grande parte dos cargos eletivos. Com a vitória da presidente Dilma, o papel político da mulher se fortaleceu no Brasil. Vamos começar vendo o surgimento do voto feminino.

O direito foi obtido por meio do Código Eleitoral Provisório, de 24 de fevereiro de 1932. Mesmo assim, a conquista não foi completa. O código permitia apenas que mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras com renda própria pudessem votar.
As restrições ao pleno exercício do voto feminino só foram eliminadas no Código Eleitoral de 1934. No entanto, o código não tornava obrigatório o voto feminino. Apenas o masculino. O voto feminino, sem restrições, só passou a ser obrigatório em 1946.
Mulheres no poder

A primeira mulher escolhida para ocupar um cargo eletivo é do Rio Grande do Norte. Foi Alzira Soriano, eleita prefeita de Lajes, em 1928, pelo Partido Republicano. Mas ela não terminou o seu mandato. A Comissão de Poderes do Senado anulou os votos de todas as mulheres.
Em 3 de maio de 1933, a médica paulista Carlota Pereira de Queiroz foi a primeira mulher a votar e ser eleita deputada federal. Ela participou dos trabalhos na Assembléia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935.
A primeira mulher a ocupar um lugar no Senado foi Eunice Michiles (PDS-AM), em 1979. Suplente, ela assumiu o posto com a morte do titular do cargo, o senador João Bosco de Lima. As primeiras mulheres eleitas senadoras, em 1990, foram Júnia Marise (PRN-MG) e Marluce Pinto (PTB-RR). Suplente de Fernando Henrique Cardoso, Eva Blay (PSDB-SP) assumiu o mandato dele quando o tucano se tornou ministro do ex-presidente Itamar Franco.
Em 1994, Roseana Sarney (pelo então PFL) foi a primeira mulher a ser eleita governadora, no Maranhão. Em 1996, o Congresso Nacional instituiu o sistema de cotas na Legislação Eleitoral –que obrigava os partidos a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres nas chapas proporcionais. No ano seguinte, o sistema foi revisado e o mínimo passou a ser de 30%.
A primeira mulher ministra de Estado foi Maria Esther Figueiredo Ferraz (Educação), em 1982. Hoje, as mulheres não só estão à frente de vários ministérios como há uma Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres –chefiada por Nilcéa Freire, que tem status de ministra.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u367001.shtml

No ano passado, tivemos a primeira mulher presidente do Brasil. Veja trechos de uma notícia confirmando a eleição de Dilma.

Dilma Rousseff é eleita primeira mulher presidente do País

31 de outubro de 2010 – 20h12
Foi preciso pouco mais de uma hora de apuração após o fechamento das urnas em todo o país para que a matemática
confirmasse a eleição da primeira mulher à presidência do Brasil. E, às 21h30 deste domingo (31), os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmavam a vitória da candidata petista Dilma Rousseff, com 55,99% doa votos. O total de votos apurados é de 99,14%. José Serra (PSDB) registrou 44,01%. O índice de abstenção atingiu 21,45%.Dilma é a primeira mulher eleita presidente do Brasil. Nascida em 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte (MG), a presidente eleita é formada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e trabalhou na Fundação de Economia e Estatística (FEE). Depois, organizou debates no IEPES (Instituto de Estudos Políticos e Sociais) e, com Carlos Araújo, de quem é divorciada, ajudou a fundar o PDT do Rio Grande do Sul.

Durante sua carreira, Dilma foi secretária da Fazenda de Porto Alegre, diretora-geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, presidente da FEE, secretária de Minas, Energia e Comunicação, ministra de Minas e Energia e ministra Chefe da Casa Civil.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4765955-EI15315,00-Dilma+Rousseff+e+eleita+primeira+mulher+presidente+do+Pais.html

A participação delas na política não cresceu só no Brasil. Ao redor do mundo mulheres vem ocupando importantes cargos: Cristina Kirchner, presidente da Argentina; Michelle Bachelet, primeira presidente no Chile; Angela Merkel, primeira chanceler alemã; Ellen Sirleaf, primeira presidente no continente Africano e atual presidente da Libéria; Pratibha Patil, presidente da Índia; entre tantas outras. A seguir, indicamos um link que mostra as “Mulheres no Poder ao Redor do Mundo”, disponibilizado pelo IBGE. Leia o resto deste post

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