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Lixo Extraordinário – Grupo 4


O que é Cidadania? Cidadania é o conjunto de direitos de uma pessoa que permite a ela participar da sociedade em que vive, decidir os governos que virão e principalmente, assegura sua liberdade e igualdade, mas a questão não é essa, ela realmente existe para todos?

Não, vivemos em uma sociedade desigual aonde muitas vezes, a vida não chega a dar uma oportunidade sequer pras pessoas, ou seja, muitos vivem a mercê da “sorte”. Um ótimo exemplo está presente no filme “Lixo Extraordinário”, documentário que mostra o trabalho de Vik Muniz no aterro sanitário de Jardim Gramacho. Muitos dos “catadores” estão lá desde criança ou pararam lá por algum problema na sua vida, como por exemplo, a morte dos pais, ou problemas em um relacionamento e, sem formação ou oportunidades para mudar de vida, são “obrigados” a manter-se vivendo daquela forma.

No documentário, fica claro a importância dos catadores e com a mesma clareza, podemos perceber que apesar de poucas condições, alguns estão empenhados em mudar, em crescer e não apenas conseguir exercer sua cidadania, como também mudar de vida. O trabalho de Vik foi o que faltava para alguns tomarem coragem e realmente mudar, ele mostrou que suas vidas podiam ser diferentes, mas ao mesmo tempo, para os que decidiram ficar no aterro, eles passaram a lutar por seus direitos, já que o dinheiro conseguido com as obras de Vik(e dos catadores) foi “doado” para a Associação de Catadores do Jardim Gramacho.

Por fim, concluímos que é praticamente impossível existir cidadania “plena” em uma sociedade como a atual, onde o capital gera a desigualdade devido a sua “má distribuição”(Mais valia/salários) e os interesses resumem-se ao lucro. Enquanto houver essa ambição irracional a desigualdade será cada vez maior e cada vez mais as pessoas terão menos oportunidades de viver bem e dignamente.

Lixo Extraordinário – Grupo 1


Em nome de todos os membros do grupo, pedimos sinceras desculpas pela demora.

O filme é mostrado como uma “lição de moral”, dizendo que não importa o trabalho ou profissão que uma pessoa exerce, ela não deixa de ser um cidadão igual a qualquer outro. O exemplo que vimos era de catadores de lixo. Eles são cidadãos assim como médicos e advogados, e embora eles tenham essa profissão, eles têm uma vida normal, com contas para pagar, família paara sustentar, e etc;

Apesar de tudos, eles foram capazes de fazer arte a partir do que eles recolhiam. Formaram quadros que ficaram conhecidos no mundo inteiro. O trabalho desses simples cidadãos foi reconhecido, e agora, por meio desse documentário, as pessoas adquirirão uma nova visão e opinião sobre essa profissão; um perfeito exemplo de cidadania, de que não importa a profissão que você exerce, você sempre será um cidadão reconhecido por todos.

Lixo Extraordinário – Grupo 3


Durante as aulas de sociologia, pudemos assistir a um dos melhores documentários indicados ao oscar em 2011. Lixo Extraordinário filmado entre agosto de 2007 e maio de 2009. O filme retrata o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim
Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro.

Em seu projeto, fotografou um grupo de catadores de materiais recicláveis, com o objetivo inicial de retratá-los. No entanto, o trabalho com esses personagens revelou a dignidade e ao mesmo tempo o desespero que enfrentam em suas vidas fora do lixão. A produção no final, afirma que há transformação através da arte e da alquimia do espírito humano.

Vik Muniz em alguns momentos entra em crise com relação a sua produção e chega até a conflitar com a equipe, pois alguns dos catatores que participavam da produção queriam até trabalhar para ele, mesmo ganhando menos. Nesse momento Vik percebe a mudança temporal e repentina que ele fez na vida dos catadores e toma a difícil decisão de seguir com o projeto.

Após as obras terem ficado prontas, Vik levou-as para serem leiloadas e consegui uma excelente quantia em dinheiro que foi revertida em benefícios para ACAMJG (Associação de Catadores do Jardim Gramacho).

O filme indiretamente faz com que cada indivíduo pense no conceito de cidadania. Os direitos socias que os catadores tem não são os mesmos que o de um advogado, médico e outros profissionais. Cada catador vive a verdadeira desigualdade social porque, trabalham reciclando o lixo da alta, média e baixa burguesia. Eles ficam com as sobras da “sociedade”. A questão é que os catadores não são vistos pela sociedade como cidadãos mas, como animais que gostam de sobras. Embora essa questão seja muito forte e triste, são poucos os verdadeiros cidadãos que se preocupam com a sociedade em que vivem.

Lixo extraordinário pode ser definido com a seguinte ideia: o lixo é tão extraordinário, desconhecido e inovador que a apartir dele, só os catadores sabem extrair a arte. Vik Muniz deixa bem claro que a arte transforma a vida de uma pessoa. A arte é a oportunidade da vida de mostrar que não somos os artistas, mas sim a obra prima registrada do que é ser cidadão.

Fonte:

http://www.lixoextraordinario.net/

Lixo Extraordinário – Grupo 2


  O filme relata a mudança de pensamento das pessoas, que trabalham no lixão, quando conhecem a arte e interagem com ela. A visão delas se abre, a leitura de mundo se expande. Com essa experiência oferecida a elas pelo Vik Muniz, são marcadas pelo resto de suas vidas. Jamais voltarão a pensar como antes. Jamais agirão como antes. E isso faz toda a diferença!

Este documentário evidencia o reconhecimento da profissão de catador assim como pela utilização de itens recicláveis para a arte.

Também nos mostra o descaso dos cariocas em relação ao mundo dos catadores de lixo que eles fingem não ver, um mundo que não se restringe ao Rio de Janeiro, mas que também existe em outras partes do planeta.

O trabalho do Vik Muniz transmite uma forte mensagem que diz respeito a mudar o mundo a partir da arte. A pessoa que só tem conhecimento sobre uma realidade e que, através da experiência, passa a conhecer outra, é uma boa definição do filma Lixo Extraordinário!

O Lixo Extraordinário – Grupo 6


Lixo Extraordinário foi um documentário dirigido por Lucy Walker, sobre a vida de quem trabalha num imenso aterro sanitário, o maior do Brasil, Jardim Gramacho. Lá, o artista plástico Vik Muniz, idealizador do projeto, decide trabalhar com os catadores, de forma a retratar suas dificuldades. Entretanto, o projeto vai além do esperado, e Vik consegue trazer à tona os desesperos, os sonhos e mostrar a forma digna, apesar de restrita, que vivem.

Retrato de Suelen, catadora, e seus filhos.

Durante os dois anos de filmagem, alguns catadores se destacaram e, entre eles, está Tião (Sebastião Carlos dos Santos), presidente da Associação dos Catadores do Jardim Gramacho (ACAMJG). Tião conta que quando começaram a montar a associação, em 2004, poucos acreditavam que traria benefícios ou resultados para os catadores, mas é importante ressaltar que, apesar dessas pessoas terem um limite em suas cidadanias, tiveram a iniciativa, mais que justa e necessária, de se organizarem socialmente em torno de um interesse comum, como abordaremos mais a frente.

Outra catadora que se destaca, não por ter mais importância, mas por participar mais ativamente das gravações, é a Isis. Ela traz consigo uma história de vida, que infelizmente não tem um desenvolvimento feliz, e também deixa claro que não gosta de ser uma catadora. É evidente que não é uma opção de vida estar ali, para nenhum deles, mas, apesar da dificuldade que encontram para sobreviverem, tentam fazer de seus dias, horas alegres, o que é, para muitos de nós, impossível de se imaginar.

Vai surgindo então, no documentário, a relação que Vik constrói com esses catadores e a deles com esse poder da arte. É realmente extraordinário o que fazem com o lixo, tornando coisas consideradas inúteis em obras valiosíssimas (faz-se jus ao nome do documentário). E essa nova perspectiva de vida gera um impasse para os produtores, afinal, eles estão construindo um novo olhar sobre as próprias vidas, como iriam lidar com a realidade após o fim do projeto? Já podemos adiantar que estão todos bem.

Agora, tendo conhecimento desses pontos e considerando a vida ao seu redor, reflita: essas pessoas tiveram/têm chances de crescer, não só financeiramente, mas como ser humano? Como a Isis conta, será que é fácil entrar em um ônibus e todos afastarem-se de você por causa do cheiro do seu trabalho, literalmente? Não conseguimos imaginar situações como essas, quem dirá sentir o que sentem.

Sebastião, presidente da ACAMJG.

Conceitualmente falando, cidadania é um conjunto de direitos sociais (educação, saúde, moradia…), civis (liberdade, igualdade), e políticos (votar e serem votados, organizarem-se socialmente). Indague-se: quantos direitos esses catadores possuem PLENAMENTE? Temos certeza que não são muitos, ou melhor, temos certeza que são poucos. Daí, explicamos que, como dito anteriormente, a atitude de criarem uma associação, mesmo sem saber onde isso os levaria, foi essencialmente uma realização como cidadãos. Apesar de não terem formação, não terem condições de trabalho adequadas, além de tantas outras coisas das quais se podem imaginar, é magnífico ver que a história se constrói, e essas pessoas organizam-se e lutam por esses direitos. É claro, seria muito mais bonito que todos já nascessem com acesso às oportunidades, mas, infelizmente, não é esse o mundo em que vivemos.

Vik Muniz, artista plástico

Finalizando, gostaríamos de abrir uma nova reflexão. A vida de muitas dessas pessoas mudou, para melhor, após o grande trabalho realizado por Vik. A associação conquistou melhorias, ampliou o acesso dos catadores à informação e, aos poucos, conquistam seus papeis de cidadãos. Contudo, esse projeto foi realizado somente no Jardim Gramacho. Como é a vida de outros catadores ao redor do Brasil, e do mundo, que não terão oportunidades semelhantes a esta?

Lixo Extraordinário – Grupo 5


Lixo Extraordinário é um documentário que foi filmado ao longo de dois anos (mais especificamente entre 2007 e 2009). Ele acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz no Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro. O Jardim Gramacho é um dos maiores aterros sanitários do planeta e recebe quantidades gigantes de lixo por dia; conseqüentemente esse fato foi capaz de atrair inúmeras pessoas, que não tendo mais opções e oportunidades dignas de um verdadeiro cidadão, são obrigados a viver daquilo que o lixo (materiais recicláveis) lhes fornece.

É justamente através do trabalho dessas pessoas no aterro que Vik consegue penetrar em suas vidas, mostrando que naquele lugar existe muito mais do que materiais descartados, já que por trás de tudo existem de fato pessoas, com suas histórias difíceis e comoventes. Com isso, a principal questão do documentário ganha uma faceta mais social, a partir do momento que as personagens começam a trabalhar com Vik e descobrem o poder transformador de passar algum tempo fora do Jardim Gramacho.

O documentário faz com que a questão de cidadania também seja abordada, pois a maneira que muitos deles vivem não pode ser considerada digna de verdadeiros cidadãos. Ser cidadão é ter direitos civis, políticos e sociais e como exemplo podem ser citados o direito a propriedade, a educação, ao trabalho, ao salário justo, a saúde, etc. Todos os trabalhadores, ou grande parte, não sabem ao menos o conceito de cidadania, e a partir disso também não têm a mínima noção de que o Estado tem que lhes fornecer esses direitos. Porém, estando consciente ou não, eles são capazes de realizar ações concretas e se organizam em sindicatos e reivindicações, fazendo com que assim o sonho de alcançar a cidadania não se torne cada vez mais utópico.

Como prova disso tudo, é possível citar algumas partes do documentário, onde os indivíduos não querem voltar a trabalhar no aterro, mostrando o desespero presente na ideia de que teriam que voltar a trabalhar no Jardim Gramacho, porém suas vidas já haviam sido marcadas para sempre através do trabalho artístico de Muniz, inclusive através do leilão de uma das obras feitas no local, cuja renda foi revertida para a Associação de Catadores do Jardim Gramacho. Assim, é importante ressaltar que mesmo que uma grande parcela dessas pessoas não tivesse noção daquilo que lhes é de direito, eles vivem de maneira digna, deixando evidente que mesmo que o Estado não forneça aquilo que o faça cidadão, é possível viver com dignidade e honestidade.

Lixo Extraordinário (2010) – Grupo 7


Lixo extraodinário é um documentário que conta a história do artista plástico brasileiro Vik Muniz e seu projeto artístico no Aterro Sanitário do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro e os catadores do local. As condições em que esses catadores trabalham são péssimas, e faz com que nos pergunte o nível de cidadania em que estas pessoas vivem.

Será que os catadores do Jardim Gramacho podem ser considerados cidadãos tanto quanto nós? Será que trabalhar num aterro sanitário e viver nas condições que alguns deles vivem pode se igualar à nossas condições de vida? Teoricamente, os direitos e deveres deles devem ser iguais ao de todos brasileiros. Já que os direitos dos catadores são restritos, deduz-se então, que sua cidadania está restrita. Eles são cidadãos, mas não tem sua ciadania completa, já que direitos como educação (são poucos os catadores que tem alta escolaridade) e saúde (a exposição à substâncias tóxicas prejudica a saúde) são restritos.

Um dos quadros criados durante o projeto de Vik Muniz foi leiloado em Londres por um quantia equivalente à 100 mil reais e tudo foi revertido para a Associação de Catadores do Jardim  Gramacho. Com esse dinheiro, eles conseguiram melhorar a estrutura física da associação, melhorando a biblioteca e comprando mais de quinze computadores. Pontanto, pode-se dizer que eles estão trabalhando para mellhorar sua condição de cidadão e que em algum ponto, ser cidadão no aterro sanitário será a mesma coisa do que ser cidadão para alguém que tem uma ótima qualidade de vida.

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