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Unificação Alemã.


 Criada pelo Congresso de Viena, a confederação Germânica veio a ocupar o lugar do antigo Sacro Império Romano-Germânico. O espaço territorial germânico era constituído por 39 diferentes reinos, ducados e cidades livres, que apenas tinham em comum a mesma raiz linguística, o alemão, e a mesma base cultural. Os estados germânicos eram regidos pela Austría dos Habsburgos, que  dominavam Parlamento da Confederação Germânica. Após a fragmentação, os estados tiveram um rápido crescimento econômico graças ao Zollverein, uma liga aduaneira criada em 1834 sob liderança da Prússia. Assim, entre 1860 e 1870, surgiram novos distritos industriais e centros urbanos .         

O Império Austríaco, constituído pela Áustria e pelos reinos da Hungria, da Boémia, Lombardo-Vêneto e da Galiza (sul da atual Polónia), era subimetido a um regime político absolutista, personificado pelo primeiro-ministro von Metternich, a Áustria-Hungria era uma região economicamente atrasada, onde no campo persistiam os laços de servidão, e nos centros urbanos, uma alta burguesia pouco numerosa controlava as atividades económicas, sujeitando a pequena burguesia, os artesãos e os operários.    

A partir do movimento de Fevereiro de 1848, na França, que conduziu à abdicação de Luís Filipe I, nos meses seguintes diversos Estados alemães também se revoltaram, registrando-se manifestações populares e um movimento a favor de um parlamento nacional eleito pelo povo, que elaborasse uma nova constituição para uma Alemanha unificada. Na Áustria-Hungria registravam-se tendências separatistas entre as diversas minorias étnicas, que haviam sido arbitrariamente reunidas sob a Coroa Austríaca pelo Congresso de Viena . Diante da radicalização do movimento, Metternich fugiu para a Inglaterra e o imperador Fernando I outorgou uma Constituição, com a qual esperava esvaziar a revolta. Entretanto, um novo levante em Maio obrigou-o a convocar uma Assembleia Nacional, eleita por sufrágio universal masculino.

Poucos dias após a insurreição em Viena, burgueses e operários de Berlim ergueram barricadas nas ruas, entrando em choque com as tropas do rei Frederico Guilherme IV da Prússia, que também foi obrigado a autorizar a convocação de uma Assembleia Constituinte.

Assim, ainda em Maio de 1848, uma Assembleia composta por deputados eleitos por todo o território germânico se reuniu em Frankfurt-am-Main para a elaboração da nova constituição alemã, porem, acabou em um impasse. A solução encontrada foi a de um Estado governado pelos Hohenzollern. A Coroa da nova Alemanha foi oferecida ao rei da Prússia, ao governo da Áustria e aos Estados alemães, que recusaram. O povo alemão, embora quisesse ver a nova Constituição aprovada, não estava totalmente satisfeito com ela, pois o poder ainda continuaria na mão dos antigos líderes. Deste modo, a revolução ficou enfraquecida, a Assembleia foi dissolvida e a restauração conservadora se completou, acabando, por algum tempo, com o sonho de uma Alemanha unificada. As Revoluções de 1848 na região, mesmo sem sucesso, permitiram mostrar o caminho a ser seguido: um processo de unificação liderado pela Prússia.

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